Thursday, November 24, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 30º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 00:00 na Terra.

No palácio do Imperador Donken, os amigos dos Nove recebem algum material para a missão junto dos Nove.

- Vocês têm que estar prontos para entrar num território desconhecido, que ser-vos-á hostil. - afirmou o Imperador.

- Nós sabemos isso, e temos a certeza de estar à altura. - respondeu o Bale.

Os amigos dos Nove estavam agora equipados, e prontos a partir para junto dos Nove.

- Está lá fora uma carrinha à vossa espera. Ireis ser transportados para junto dos Nove, pois a qualquer momento a vossa ajuda será precisa. - disse o Imperador.

O grupo encaminhou-se para a carrinha, que estava estacionada à porta do palácio. Colocaram as mochilas numa outra carrinha que se destinava apenas a transportar o material e entraram para a outra carrinha. Cerca de meia hora seria perfeitamente suficiente para chegarem ao destino. No caminho, alguns membros do grupo não podiam deixar de reparar no cenário que se lhes deparava. Um mundo completamente diferente. O tipo de construção era muito mais harmonioso do que aquele a que estavam habituados. Os edifícios erguiam-se do chão de forma concertada, como que se de um só se tratassem. Ocupavam partes das ruas perfeitamente definidas, tinham todos o mesmo tamanho, os que se distinguiam por alguns traços diferentes acabavam por funcionar como complemento do que os outros apresentavam. O Bale estava maravilhado…

- Não posso acreditar… Esta malta de Zork constrói com harmonia… Um dia gostava de viver num local assim…

- É verdade. Estes tipos coordenam a construção com enorme detalhe. - afirmou El Xabes.

- Não devem saber o que é desorganização… - disse o Sapo Cocas.

Nesta conversa sobre a aparência da cidade, o tempo foi passando. Estavam já no local de acesso ao túnel: a Torre Noctigus. Os soldados que transportavam o grupo acharam que algo estava diferente. As portas pareciam estranhamente abertas, pois a informação de que dispunham não fazia referência a portas abertas.

- É melhor verificar… Equipa Alfa, avançar! - ordenou o Comandante Swenslinn.

Como que num bailado, 5 soldados avançaram de arma em punho em direcção à entrada principal da Torre. Depois de combinadas as posições, e da ordem de avanço, entraram na Torre. Uma rajada de tiros foi ouvida. No rádio do Comandante, apenas se ouvia ruído…

- Equipas Beta e Gama, avançar! Têm ordem para abater o inimigo! Equipa Delta, permaneçam comigo! - ordenou o Comandante.

As equipas assim o fizeram. Entraram de forma mais cautelosa, mas os soldados inimigos haviam retirado para um andar superior. Assim que comunicaram o sucedido ao Comandante, a ordem surgiu de imediato:

- Controlem as escadas. Nada de avançar, não sabemos quantos estão em cima. Vou solicitar reforços.

O Comandante Swenslinn era da maior confiança do Imperador Donken, era conhecido por ser exímio no cumprimento das missões, e por ter enorme experiência em situações de conflito. O plano dele era o mais conveniente. No exterior do edifício, salvaguardar os amigos dos Nove, colocando-os em posições seguras, e controlar as janelas, através do posicionamento dos seus melhores atiradores. No interior, as duas equipas estariam em posição segura para impedir os movimento nas escadas. Faltava apenas um local ao inimigo, o topo da Torre, mas quanto a isso…

- Daqui Comandante Swenslinn! Preciso de reforços, e de suporte aéreo! Quero que sobrevoem a Torre Noctigus, e que façam descer duas equipas através do topo! Rapidez máxima!!!

Os amigos dos Nove estavam surpreendidos com tudo aquilo. Mas eram pessoas especiais. O Bale usou logo os seus poderes… Concentrou-se… Em poucos segundos tinha já traçado o perfil da situação.

- Comandante! São oito homens armados, estão todos no segundo andar… Um deles aproxima-se da janela da esquerda…

Nisto, Men Donce preparou a arma, colocou-se em posição e esperou pelo Bale.

- Três, dois, um…

Um tiro certeiro atingiu o soldado inimigo. Men Donce olhou para Bale, como que assinalando a brilhante colaboração. Bale assentiu.

- Impressionante! És um excelente atirador…

- Não é só em Zork que existem bons atiradores…

- Não gostavas de trabalhar connosco aqui no exército de Zork?

- Com todo o respeito, só estou aqui para ajudar. Assim que aquele Condensador for destruído, regresso a casa… Mas agradeço o convite…

- Estão no terceiro andar… - avisou o Bale.

Instantes depois, começaram a ouvir-se os motores dos helicópteros. Estavam a chegar os reforços.

- Assim que der ordem, tanto as equipas que vão entrar pelo topo da Torre, como as que aguardam nas escadas, avançarão, com ordem para atirar! - disse o Comandante.

Assim que as equipas pousaram no topo da Torre, o Comandante deu ordem, e o avanço foi rápido. Eram homens treinados, por isso o sucesso era mais que provável. O Bale acompanhava tudo através dos seus poderes, e ia ajudando…

- Comandante, preciso de um rádio!!! Há um problema!!! Quem entrou na Torre não usou a porta!!!! Há um túnel no chão!!! As portas abertas eram uma armadilha!!!

- Temos que entrar!!! Preciso de vocês!!! - exclamou o Comandante.

- Eles estão numa sala que tem acesso ao átrio central, vão tentar avançar sobre as equipas Beta e Gama pela rectagurada!!! - disse o Bale, já durante a corrida em direcção à porta.

Os amigos dos Nove, juntamente com o Comandante Swenslinn, posicionaram-se junto da entrada. Assim que a porta se abrisse, iriam atacar o inimigo. Mas a porta não se abriu. Permaneceu imóvel.

- Não avancem. Enquanto eles não avançarem não há problema. Há mais quatro equipas neste edifício, prontas a resolver o assunto lá em cima. Nós só temos que esperar aqui…

- Receio que eles não sejam apenas oito… - disse o Bale.

- O quê? - perguntou o Comandante.

- Estão a sair mais alguns através do túnel…

- Quantos?

- Mais dezasseis. Estão vinte e quatro ao todo. Nós somos onze…

- Não interessa. Eles são vinte e quatro, mas têm que passar por aquela porta. Vão ter que se expôr. E nós estamos em posição privelegiada para atirar.

Nesse momento, algumas viaturas começam a surgir no exterior da Torre. Eram viaturas do inimigo…

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Tuesday, November 1, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 29º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 23:00 na Terra.

Os Nove seguiam o Zeca no caminho até Má-Té-Ús. O caminho era um pouco assustador, e os Nove beneficiavam da preciosa ajuda de Zeca, caso contrário o medo provocado pelo local seria ainda maior. Era um caminho que dava a entender que muitos tinham falhado ao tentar percorrê-lo. Não tivesse Zeca gostado da primeira impressão que os Nove lhe causaram, e estes teriam tido também muitos problemas. Alguns minutos depois de terem estado à conversa com o Zeca, eis que surge uma enorme rocha ao fundo daquele túnel. Por cima dessa mesma rocha, meditava um guerreiro de imponente aparência, um guerreiro capaz de assustar o mais destemido dos viajantes. Era, obviamente, Má-Té-Ús, o samurai. Estava sentado, com a espada à sua frente, com um ar que irradiava concentração. Os Nove aproximaram-se, acompanhado Zeca.

- Estes guerreiros tencionam passar através deste túnel. Têm que ir ao território dos Sug-Noc-Pwen. - disse Zeca.

- Tóin chin páin gun xu zin pin txu sáin? - perguntou Má-Té-Ús.

- Ele pergunta se vocês estão ao corrente dos perigos que vos esperam.

- Sim, sabemos que é uma zona onde o Imperador Donken não tem qualquer poder. Mas lá se encontra uma máquina que é essencial para que a nossa missão se complete. - responde Covas.

Má-Té-Ús entendeu perfeitamente o que o Covas lhe disse, mas recusava-se a falar noutra língua que não a sua.

- Tóin chin páin gun xu zin pin txu sáin. - afirmou Má-Té-Ús.

- Ele diz que, se eu vos trouxe cá, é porque confiei em vocês. E ele confia na minha intuição.

Zeca decide então revelar a Má-Té-Ús que Covas está disposoto a ajudá-los, intercedendo junto do Imperador para que este lhes conceda um lugar no seu exército. Má-Té-Ús não demora a responder.

- Tóin chin páin gun xu zin pin txu sáin.

- Má-Té-Ús disse que vos vai ajudar no caminho que pretendem percorrer. Iremos partir agora mesmo.

Feita esta última tradução, o mote estava dado. Os Nove partiriam agora, na companhia de Má-Té-Ús e Zeca, rumo ao território dos Sung-Noc-Pwen.

O caminho afigurava-se de certa forma aborrecido, dado que era um túnel escuro, onde ninguém iria certamente aparecer. Na parede continuavam a surgir figuras desenhadas, provavelmente pelos dois guerreiros que agora acompanhavam os Nove.

- Não falta muito para chegarmos à saída do túnel. - disse Zeca.

- Vocês conhecem bem o território dos Sung-Noc-Pwen? - perguntou o Pedro.

- Relativamente. Mas nunca estamos totalmente certos de nada, quando estamos em território tão atribulado. Lá não há muita ordem, dado que não existem forças do Imperador. Há que ter atenção. - respondeu o Zeca.

Mais uns minutos de caminho passaram, e os Nove estavam agora junto da saída. Nada de especial, era apenas uma discreta porta velha, de madeira. Ninguém do lado de lá quereria entrar, e poucos vindos daquele túnel haviam conseguido sair. Não era necessária uma porta muito robusta. Mais uns metros e os Nove estavam diante da porta. Má-Té-Ús era o guardião da chave. Abriu a porta e saiu para o exterior. Zeca e os Nove acompanharam-no. Estavam todos no território dos Sung-Noc-Pwen. Uma sensação de dúvida apoderou-se dos Nove. Não sabiam o que os esperava. 

 

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Saturday, October 29, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 28º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 22:00 na Terra.

A nave que transporta os amigos dos Nove irá agora fazer a aproximação à pista. Da torre de controlo chegam algumas indicações.

- K-14! K-14!

Da nave ninguém responde. O Bale era o responsável por pilotar a nave durante a aterragem. Misturava conhecimentos de aeronáutica com poderes psíquicos e percepção extra-sensorial. Se alguma tempestade passageira se estivesse a aproximar, o “Scottish”, como era conhecido entre os amigos, detectá-la-ia sem problemas. Da torre de controlo continuavam as tentativas de comunicação.

- K-14! K-14!

O Bale continuou sem responder. Estava a concentrar-se para usar os seus poderes no processo de aterragem. Mas as tentativas por parte do controlador aéreo de Zork não cessaram.

- K-14! K-14!

Aí, o Bale perdeu as estribeiras…

- Já vou, caralho!!!!

Na nave todos pararam com aquele grito. Estavam perplexos com a reacção do Bale. Ele costumava ser muito calmo.

- Estou a tentar concentrar-me! O que é que vocês querem? - pergunta o Bale.

- Está tudo a postos para a aterragem, não há vento à superfície da pista. Pode iniciar o processo assim que entender.

- Tudo bem. Não me irei demorar.

Poucos segundos depois, a nave direccionou-se para a pista. A aterragem foi feita sem sobressaltos. Os amigos dos Nove saíram da nave. No interior desta, os vestígios da enorme festa que lá decorreu eram evidentes. Tudo estava desarrumado, havia comida aos montes em cima das mesas e garrafas de cerveja e de vinho por toda a parte. Um comandante local aproximou-se do grupo.

- Tenho ordens para vos levar imediatamente ao Imperador. Sua Excelência aguarda-vos no seu palácio.

Todos se encaminharam para os veículos militares que os aguardavam. Foram levados para o palácio. Em pouco tempo estariam junto dos Nove.

Cerca de meia-hora depois, estavam já junto da residência do Imperador. Todos estavam espantados com a sua imponência do edifício. O Imperador, como era seu hábito, estava junto da porta à espera dos seus convidados.

- É um enorme prazer receber gente tão ilustre no nosso planeta. Queiram acompanhar-me. Irei pôr-vos ao corrente da situação dos Nove.

Enquanto isso, os Nove estavam cada vez mais longe da segurança do palácio, e cada vez mais perto do terreno desconhecido.    

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Sunday, October 9, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 27º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 10:00 da manhã na Terra.

Num local algures no espaço, os amigos dos Nove viajavam numa nave muito sofisticada, a caminho de Zork. O Imperador Donken, homem sensato e conhecedor dos perigos destas aventuras, havia decidido chamar estes guerreiros, sem que os Nove soubessem. Seria uma enorme surpresa. Na nave, o ambiente era de festa total. Bale, Men Donce, Sapo Cocas, El Xabes, Zéon, Néon, Jan Koller e Vanya Sofiasz e mais alguns guerreiros das diferentes cidades, viajavam na nave, e aproveitavam para se divertirem um pouco. As músicas de Marante e dos seus Diapasão, banda que fizera furor nos idos anos de 1980 a 2010, aproximadamente, tocavam num nível de som assustador, quase provocando a explosão das colunas de som e da própria nave.

- Isto é que é som!!! - afirmou o Sapo Cocas.

- Põe mais alto!!! - pediu El Xabes.

Enquanto isso, o Bale dançava em cima da mesa, ao mesmo tempo que fazia o pino só com uma mão e equilibrava uma bandeja com bebidas na sola da sua bota direita. Men Donce, esse, estava a fazer malabarismos, com três cadeiras, num número de grande habilidade. Já Jan Koller divertia-se a dobrar umas varetas de titânio, só para manter os músculos activos. Zéon e Néon jogavam uma partida de xadrez, e assim que Zéon fez uma jogada de xeque-mate, Néon disse:

- Sabias que tem as regras do jogo por baixo do tabuleiro?

- A sério? - perguntou Zéon, enquanto virava o tabuleiro.

As peças cairam todas no chão, terminando o jogo.

- Palhaço, enganaste-me!!!- disse Zéon.

Néon apenas se ria. O jogo ficou por ali… Vanya Sofiasz, mostrando ser pouco sociável, o que era natural para uma senhora de dois mil e muitos anos, estava isolada, no quarto, a ler uns livros sobre Química.

O Bale já estava um pouco bêbado, e por isso perdeu a cabeça. Pegou num CD, com músicas de grande qualidade, e colocou-o no leitor. Começou a tocar a música “Chacarron”. Aí foi a loucura completa. Sapo Cocas começou a mostrar a sua capacidade de dobrar o seu corpo, como se de plasticina fosse feito. El Xabes pôs-se em cuecas. Men Donce começou a cuspir fogo. Todos estavam loucos. Naquele grupo estavam dois guerreiros que ainda não foram apresentados. Um deles era o Hugo, O Grande, homem de fortes convicções e que lutava ao lado dos bracarenses há muitos anos, entre eles Bale, o seu primo. O outro era o Reffboy, também bracarense de grande reputação. A festa durou até muito tarde, mas não havia problema, no espaço não há horas a cumprir, e ainda faltavam algumas horas de viagem. Os Nove iriam precisar da ajuda destes nobres guerreiros. No meio da loucura, Hugo, O Grande, libertou um grito, para encorajar os seus colegas:

- Somos muuuuitos!!!

Todos responderam com gritos de coragem, o grupo estava muito motivado. Essa motivação iria ser necessária, horas depois. 

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Friday, September 30, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 26º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 22:00 da noite na Terra.

Os Nove haviam entrado através da porta que estava escondida minutos antes. Percorriam um escuro e frio túnel. Estavam, obviamente, assustados, e avançavam lentamente. Percorreram cerca de quatrocentos metros, até que se depararam com sinais de actividade naquele lugar. Havia ossos no chão, como que se alguém ali tivesse feito um banquete. Não aparentavam ter muito tempo de decomposição, o que adiantava que a refeição teria sido pouco tempo antes. Havia também marcas na parede, como que pinturas rupestres. Alguém vivia ali. Se tal era possível, talvez os Nove fossem encontrar algo de extraordinário. Um ser diferente do que estavam habituados a encontrar. Eis que, de súbito, ouvem um estrondoso arroto. Vinha mesmo do fundo, do interior perdido de algum ser gigantesco. O medo instalou-se, ainda que misturado com alguns risos incontrolados. Avançaram mais alguns metros, até que ouviram algo estranho…

- Zecáááááááááááááááááááááááááááá!!!!!!!! Zecááááááááááááááááááááááááááá!!!!!!!!!

As paredes do túnel estremeceram… O que seria aquilo? Que imponente criatura poderia libertar tal rugido? A resposta não tardou… Uma volumosa e medonha criatura aproxima-se.

- Quem sois vós? - perguntou a criatura.

- Vimos à procura da saída deste túnel. Indicaram-nos este caminho… E tu, quem és? -

pergunta o Covas.

- Sou o Zecáááááááááááááááááááá!!!!!!!!!!!! Zeca, melhor dizendo. Vivo aqui há muitos anos. Não gosto muito das outras pessoas. Falam, têm opiniões, chateiam-me, chamam-me “Zekman”, entre outras coisas. Fiquei farto de lhes partir a cara, preferi sair de perto deles. Conheci, tempos depois, o último samurai do planeta Terra, que se refugiou também aqui por perto. Guarda a saída deste túnel. Se quiserem sair daqui com vida, terei que vos acompanhar, caso contrário terão muitos problemas. É o Má-Té-Ús. Vivia num local chamado Japão. Mas se vocês querem sair deste túnel, então querem ir para… Eh, vocês sabem para onde vão?

- Sim, estamos informados sobre todos os perigos que nos esperam. Mas temos mesmo que ir a Noc-Pwen, onde a tribo local vive em exclusão… Os Sung-Noc-Pwen irão fazer tudo para nos colocar fora do território deles, mas temos um imperativo que não pode ser ignorado. - responde o Jonny Bitu.

- OK, vocês lá sabem. Mas aviso-vos que é mesmo perigoso.

- Oh Zeca, eu sou muito amigo do Imperador Donken. Ele pode arranjar um lugar para vocês no seu exército, ou na sua guarda pessoal. Iriam ser mais respeitados em Zork. Isto não deve ser uma vida muito agradável… - afirma o Covas.

- Se o pudesses fazer, agradecia. Eu nunca me adaptei muito bem à sociedade porque sou um pouco agressivo… Se pudesse fazer da minha agressividade um modo de vida, tudo seria mais fácil.

- Quando voltar, levar-te-ei ao palácio do Imperador. Ele não hesitará em recrutar-te.

- Agradeço o que estás a fazer. Vamos então até à saída do túnel. Senão o Má-Té-Ús vai ser um pouco rude…

Os Nove apressaram-se, tinham muito ainda para andar…

Longe dali, noutro ponto de Zork uma nave aterrava.

- Chegámos. Montem o acampamento. Estamos atrasados… Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - diz o Senhor do Bigode.

Os soldados não perdem tempo…

 

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Friday, September 23, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 25º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 21:00 da noite na Terra.

Os Nove estão agora perto da Torre Noctigus. O Covas não consegue disfarçar o medo que sente. Os restantes oito já começam a entender o porquê de tanto medo por parte do Covas. A Torre era enorme, era feita em pedra, mas uma espécie de pedra completamente negra, que não existia na Terra, tinha esculpidas em todo o seu redor estátuas medonhas, imponentes, mostrando guerreiros mutilados e figuras da mitologia de Zork.

- Quem é que se lembrou de fazer isto? - perguntou o Pedro.

- Foi um antigo Imperador, chamado Noctigus, que espalhou o terror pelas terras que estavam fora do seu domínio. E fez, por isso, uma Torre que ilustrasse o seu reinado. - respondeu o Covas.

Os Nove estavam agora em frente da porta. Nada de especial lhes chamou a atenção, nada que se pudesse considerar um pista. Sabiam agora que teriam que entrar. Assim que entraram repararam na imensidão de quadros expostos na parede. Todos mostravam figuras relacionadas com a guerra. Imagens do Imperador em combate, imagens de territórios devastados pela guerra, exérictos alinhados, tudo servia para ornamentar as imensas paredes da Torre, frias e escuras. Assim que chegam perto das escadas, começam a ouvir barulhos vindos do andar de cima.

- Não estamos sós… - diz o Daves.

- Pois não, e acho que vamos ter problemas… - diz o Nuno.

Começam a subir as escadas e assim que chegam ao andar de cima, encontram uma porta. Muito velha, a porta estava semicerrada. O Little Life, que era claramente quem estava com menos medo naqueles Nove, abriu a porta, de forma decidida. Nada. Ninguém. Percorrem o longo corredor e encontram outra porta. Semicerrada também, também aberta pelo Little Life. Nada. Ninguém. Sobem ao segundo piso. Ninguém. Terceiro e último piso. Quem os acompanhava naquela Torre só poderia estar ali. Abrem a última porta e a sala estava vazia. Os barulhos começam a vir dos andares de baixo.

- Estão a brincar connosco. Ou vamos acreditar que isto está assombrado? - diz o Jonny Bitu.

- É, de facto, muito estranho o que se está a passar aqui. - diz a Cátia.

Os Nove começam a descer, e no 2º piso encontram um envelope pousado junto de uma das portas. Abriram-no e leram.

“Na Torre escura se aventuraram
Os Nove sem medo de nada
Mas pensem bem onde andaram
Há uma porta ainda fechada.”

- O quer isto dizer? - perguntou a Cátia.

- Talvez fale de uma passagem secreta. - diz o Pedro.

- Procuremos nas salas todas. Vamos separar-nos. - diz o Jonny Bitu.

O Jonny Bitu foi com o Pedro, a Cátia com o Delfim, o Little Life com o Daves, e Covas com o Nuno e com o Alexandre. Percorreram as salas todas, até que o Little Life grita:

- Está aqui!

Todos acorreram ao local. Uma enorme estante estava desviada, e por ser perfeitamente móvel, não fez qualquer barulho. Quem ali esteve, deixou o caminho preparado. Uma porta se escondia por detrás da estante. E estava agora diante dos Nove, como que a convidá-los a entrar. Foi o que fizeram.    

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Wednesday, September 7, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 24º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 16:00 da tarde na Terra.

Os Nove chegam agora ao Jardim Das Gárgolas. O Covas espera que a próxima pista se encontre no banco número 24, onde o livro que acabara de encontrar, no Templo de Sor-Fon-Gur, tinha sido escrito. Dirigiam-se para lá, e todos olhavam com espanto  para as estranhas espécies de plantas que encontravam. Não conheciam nada parecido. As árvores eram gigantescas, com ramos que pareciam ter vida própria, tentando agarrar quem ali passava. A juntar-se àquele ambiente medonho estavam estátuas enormes e imponentes de gárgolas, que faziam parte de muitos mitos de Zork. Só o Covas se sentia à vontade. Tinha passado ali muitas horas em criança, a brincar com os seus amigos.

Poucos minutos tinham passado e estavam agora em frente do banco número 24. O Covas procurava alguma pista. Nada. Todos procuravam intensamente, mas sem sucesso. Até que o Little Life grita para os outros:

- Encontrei alguma coisa!!!

Todos se aproximaram dele. Tinha nas mãos um papel, dobrado, e com um cordão a mantê-lo fechado. Rapidamente o desdobraram, passando a ler o que estava escrito.

“Uma grande obra aqui foi criada
Neste lugar para sempre lembrado
Mas se ainda esperam ter uma jogada
Devem seguir um mapa odiado.”

Só o Covas podia descodificar este texto. Lembrava-se de uma história antiga, que falava de um mapa que era procurado por conter as localizações-chave de um clã odiado em Zork. O Clã de Sung-Noc-Pwen, aquele que actualmente vive à parte da sociedade de Zork. No dia em que esse mapa foi descoberto, ficou guardado no Palácio do Imperador, para garantir que não mais cairía em mãos erradas. Para que o acordo feito entre o Líder do povo de Zork e a tribo Sung-Noc-Pwen fosse respeitado. O Covas explicou-o aos Nove, e decidiram regressar ao Palácio. Tinham que analisar o mapa.

Feita a viagem de regresso, os Nove explicaram ao Imperador a situação, pedindo que os deixasse analisar o mapa. O Imperador assentiu. O mapa indicava um caminho a percorrer. Uma jornada de entrada na tribo. O primeiro local era a Torre Noctigus. A assustadora torre que um dia guardou o lado Norte da cidade onde se encontravam. Hoje estava inactiva, era apenas um ponto de visita. Mas o Covas detestava aqulele lugar.

- Não, aquela torre não…

- Mas qual é o problema? - perguntou a Cátia.

- Quando estiveres lá vais perceber…

Os Nove não imaginavam o que os esperava…
 

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Monday, September 5, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 23º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 12:00 na Terra.

O Covas ligou então para um velho amigo.

- Sim?

- Len-Gor? É o Covas!

- Covas? Não pode ser…

- Sim, sou eu. Estou cá em Zork. Assuntos da família… Precisava que me desses uma ajuda aqui com uma dúvida. Já ouviste falar na Lenda Das Rochas?

- Eh pá! Ligas-me ao fim de tanto tempo e perguntas-me logo isso…

- Preciso de tirar uma dúvida que surgiu numa conversa.

- Bom, digamos que eu acredito nisso, e que estás mesmo a tirar uma simples dúvida surgida numa conversa…

- A sério!

- OK, não interessa. A Lenda Das Rochas é muito antiga. Conta que no Templo de Sor-Fon-Gur está uma parede com vários tipos de rochas. Segundo a lenda, se um dia as rochas se desunirem, Fon-Gur sairá do templo e voltará a governar Zork. E nesse dia ele irá entregar a cada povo do planeta um pedaço de rocha da Grande Parede. A parede foi feita de muitos tipos de rochas para simbolizar a vontade de Fon-Gur em que todos os povos de Zork se unissem. No dia em que o Grande Tratado foi assinado, a parede foi feita em sua homenagem.

- É isso! O Templo de Sor-Fon-Gur! Obrigado Len-Gor. Depois falamos. Cumprimentos a todos!

O Covas sabia agora onde se deveriam dirigir os Nove. Ao fim de uma hora de caminho, já os Nove se encontravam a poucos metros da Grande Parede de Sor-Fon-Gur. Ela surgia de forma imponente no horizonte, como que a desafiar toda a paisagem envolvente. O Covas sorria, orgulhoso, por saber que os seus amigos da Terra admiravam a obra sem conseguir dizer o que quer que fosse.

- Este monumento representa o quê? – perguntou o Pedro.

- Este monumento é uma homenagem ao maior Líder que já passou por este planeta. Chamava-se Fon-Gur, e foi o principal responsável pela reunificação dos povos de Zork. Numa altura em que o planeta era assolado por guerras, este homem lutou com todas as suas forças para que a paz fosse uma realidade, e uniu todos os povos em torno de um ideal. Um só Zork. E conseguiu-o. E no dia em que foi assinado o Grande Tratado, os Líderes de cada povo resolveram mandar construir um Templo, envolvido por esta enorme parede, que é feita com vários tipos de rocha. É uma gigantesca metáfora. Isto é, a Grande Parede resultante da união de vários tipos de rocha representa um grande planeta resultante da união de vários povos.

Assim que chegaram à parte frontal da parede, na qual se encontra o gigantesco portão de entrada, o Covas reparou logo num objecto que poderia ser a próxima pista. Um livro, pousado no chão, chamou-lhe de imediato a atenção. Assim que o Covas pegou nele, o título sobressaiu. “Viver Zork, amar depois”. Covas adorava aquele livro. Sabia exactamente onde tinha sido escrito. Era uma das maiores obras de Zork, e todos as crianças o estudavam na escola. Tinha sido escrito por Dun-Twigller no jardim das Gárgolas. No banco número 24. Talvez fosse o próximo destino.     

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Saturday, September 3, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 22º Episódio

Dia 22 de Janeiro de 2300, 22:00 da noite na Terra.

Os Nove já jantaram e estão agora reunidos com o Imperador Donken.

- Sei que vocês têm o objectivo de transportar um poderoso objecto até uma nova localização. Mas devido à presença de um temível inimigo, houve uma alteração de planos. O Jonny Bitu irá explicar-vos. – diz Donken.

- Nestes últimos dias tive inúmeros contactos com os membros do Conselho Superior da 22 kOhm. Chegámos à conclusão que seria necessário encontrar uma solução que permita enfrentar este inimigo sem pôr em risco o Condensador Dourado. Sabemos que se este cair nas mãos do Grupo Farad, o Senhor do Bigode constituirá um perigo para todo o Universo. E não podemos correr esse risco. É demasiado elevado. Por isso tomámos uma decisão muito importante. O Condensador Dourado vai ser destruído. Este poderoso objecto já foi a causa de muitos conflitos, e a 22 kOhm, na qualidade de responsável pelo Condensador Dourado, decidiu trazê-lo para Zork, onde existe uma máquina que o poderá destruir sem qualquer tipo de risco de explosão. – diz o Jonny Bitu.

- Mas não é a obrigação da 22 kOhm proteger o Condensador Dourado? – pergunta o Pedro.

- Sim, é verdade. Mas mais do que isso, a primeira obrigação da 22 kOhm é impedir que o Condensador Dourado caia em mãos erradas. E se, para tal, for necessário destruí-lo, não podemos hesitar em fazê-lo. Para bem de todos.

- E onde é que está a máquina que vai destruir o Condensador Dourado? – pergunta o Little Life.

- Essa é a grande questão. Talvez o Imperador possa responder melhor do que eu. – responde o Jony Bitu.

- No planeta Zork há uma tribo que vive à parte da nossa governação. São uma espécie de rebeldes. A tribo chama-se Sung-Noc-Pwen. Vive num território no qual o nosso exército não entra, devido a um protocolo que fizemos com eles há oito anos atrás. Eles vivem à parte da nossa sociedade, e nem nós entramos lá, nem eles entram cá. Não podemos quebrar o acordo. Vocês podem tentar lá entrar. Mas terão que fazê-lo pelos vossos meios. E lá terão que procurar a máquina. – explica o Imperador Donken.

- Já estamos habituados. – responde o Daves.

- Vamos precisar de ajuda. – diz o Pedro.

- Isso já foi providenciado, duas naves já estão na Terra há muito tempo, posicionadas para partir a qualquer momento. Esta missão estava planeada há muito. Em poucos dias, estarão cá os vossos amigos. Farão a viagem em menos tempo do que vocês. As naves são o melhor da nossa tecnologia. Fazem o percurso em 10 dias. – diz o Imperador.

- Basta entrarmos em contacto com eles. Virão sem hesitar. – diz o Nuno.

Os Nove entraram já em contacto com os seus camaradas de armas. Já vêm a caminho os reforços de que tanto precisam. E hoje inicia-se a busca pelo local onde será destruído o Condensador Dourado. Estão já a chegar a um local chamado Gworkat. Lá espera-os um espião zorkiano, que tem uma chave para lhes entregar. Essa chave abrirá um cofre perto dali, que contém uma pista acerca do local onde está a máquina. Assim que chegam, batem à porta de uma casa velha, aparentemente abandonada. A porta abre-se, e deparam-se com um homem, que sabem ser o espião.

- Os tigres esperam pela hora de atacar. – diz o espião.

- Mas os falcões já estão a voar. – responde a Cátia.

- Espero-vos por ordem do Imperador. Tenho uma chave para vos dar. Abrirá um cofre que se encontra a 3 Km deste local. É no edifício que diz “Zwin-Gorn”, na sala 37-C. Lá encontrarão uma pista. Terão que a descodificar.

Os Nove recebem a chave e dirigem-se então ao local onde está o cofre. Assim que chegam, apercebem-se de que só um poderá entrar. É escolhido o Little Life. Todos sabem da sua capacidade de desaparecer e de se camuflar. Minutos depois, o Little Life entra então no edifício. Ninguém dá pela sua presença. Avança em passos leves e certeiros até à sala do cofre. Abre a porta com muito cuidado, e de pronto abre o cofre. Retira um papel dobrado, e abandona o local. Chegado ao exterior, entrega o papel à Cátia. A Cátia não demora a desdobrar o papel. E começa a lê-lo em voz alta.

Uma potente máquina queres encontrar
Que longe de ti está escondida
Mas se as Rochas fores procurar
Uma nova pista ser-te-á fornecida.

Todos estavam em silêncio. Estavam na presença de uma charada. Um código. E ninguém sabia o que fazer. Até que o Covas se lembrou de algo. Decidiu ligar a um amigo.

 

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Friday, August 26, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 21º Episódio

Dia 2 de Janeiro de 2300, 22:00 da noite.

Os Nove estão prontos a partir. Para trás deixam uma batalha vencida, e têm agora pela frente o desafio de transportar o Condensador Dourado até Zork, onde são esperados pelo Imperador Donken. Ele é o Líder dos habitantes de Zork, há já 24 anos. Desde a revolução de Mond-Wen. Nessa altura, os habitantes de Zork libertaram-se do poder ditatorial que durava há 32 anos, no qual reinava o General Ozin-Lugur. O Covas cresceu a admirar o Imperador Donken, agitando sempre a sua bandeira nas aparições públicas do seu Líder. Desde cedo, o Covas mostrava ter capacidades invulgares, nomeadamente no que diz respeito à diplomacia. Por isso foi enviado para o planeta Terra, a fim de estabelecer uma aliança entre terráqueos e zorkianos. Tudo no caminho da paz. Mas foi-se habituando aos hábitos da Terra e um dia decidiu ficar a viver por lá. O destino colocou-o no caminho dos Nove. E Covas estava entusiasmado por voltar a casa.
 
Os Nove têm já tudo preparado para partirem. Aproveitam estes últimos minutos para se despedirem dos seus amigos, mas há uma garantia dada por Jonny Bitu. Tudo foi acertado com o Imperador Donken  para que uma nave levasse alguns dos seus amigos para Zork. Ninguém poderia garantir que não precisassem da ajuda deles de novo. Assim sendo, Bale, Men Donce, Sapo Cocas, El Xabes, Zéon, Néon, Jan Koller e Vanya Sofiasz irão também para Zork. Mais tarde.
 
O silêncio da floresta onde os Nove se encontravam foi interrompido pelo barulho dos motores da nave. Irá partir rumo ao destino dentro de poucos segundos. Uma nova etapa da missão iniciar-se-á. Todos estão um pouco nervosos. Sairão do terreno que dominam. A partir de agora estão deixados ao seu destino. O desafio é enorme. Mas gente nobre se faz a ele.

Os Nove aterram em Zork. A viagem durou 22 dias. No local da aterragem espera-os o Imperador Donken.

- É com muito gosto que vos recebo no nosso planeta. – diz Donken.

O Covas inclina-se perante o Líder.

- Estou muito satisfeito por voltar a encontrá-lo. Calculo que está a par da missão que desempenhamos neste momento e que sabe o que nos traz cá.

- Claro. E tenho uma recepção preparada no nosso palácio, onde falaremos desse assunto.

Os Nove entram então no veículo que os espera. É uma espécie de autocarro, mas muito moderno, com todo o tipo de funcionalidades, que permitem que os Nove viajem com grande conforto. Minutos depois dá-se a chegada ao palácio.

O luxo que ostenta a residência do Imperador deixa todos com um ar de estupefacção.

- Isto parece… isto parece… parece… – diz o Little Life.

- Isto é gigantesco! – exclama o Daves.

- Parece o Estádio da Luz. – diz o Pedro.

- Deve ter carros para levar as pessoas de uns quartos para os outros. – afirma o Nuno.

- E gajas! Muitas gajas! – exclama o Alexandre.

- Pessoal, controlem-se. Isto é uma recepção de honra, não se portem como miúdos. – avisa a Cátia.

- Deixem-se estar à vontade. Nós vamos começar a comer e só vamos parar aí umas 3 horas depois. E vamos beber refrescos até cair para o lado. Estou tão contente que sou capaz de beber 8 litros  de sumo natural de laranja!!! – exclama o Covas.

Os Nove são recebidos pela guarda de Zork, como se fossem imperadores. A hora de jantar em Zork aproxima-se. E o jantar será farto. Os Nove terão agora direito a apreciar uma belíssima refeição. E poderão falar sobre a missão.

 

Posted by O Ácido at 23:39:06 | Permalink | Comments (4)