A Saga Do Condensador Dourado - 37º Episódio
Dia 24 de Janeiro de 2300, 16:00 da tarde na Terra.
Os Nove caminhavam agora em direcção à máquina onde iriam destruir o Condensador Dourado. A batalha estava ganha, só restava descobrir onde estava o Senhor do Bigode. Ele fugira da batalha, quando se apercebeu que estava derrotado, mas não era homem de desistir. Estaria em algum lugar, a preparar alguma. Mas o mais importante para os Nove era atingir o seu objectivo final. E isso estava próximo. O caminho era agora feito com tranquilidade, pois todos sabiam que a vitória era inequívoca, que não iriam surgir mais percalçoes, e que em pouco tempo a paz iria voltar a reinar, já sem o Condensador Dourado a despertar a cobiça e a ambição de poder de ninguém.
- Foi uma batalha difícil, mas conseguimos. Nunca duvidei das nossas capacidades. - disse Jonny Bitu.
- O Senhor do Bigode está algures por aí, e isso não nos pode deixar descansar. Ele não vai desistir assim. Fugiu com medo, mas deve ter algum plano. - disse o Covas.
- Nesta altura ele pode muito pouco contra nós. Já não tem com ele um exército. - disse o Little Life.
- Mas ele sozinho ainda inspira cuidados. Não se esquçam que ele é muito poderoso, e enfrentá-lo não é tarefa fácil para ninguém. - disse o Covas.
- O mais importante agora é chegar junta da máquina. E lá o objectivo será atingido. - disse a Cátia.
- Liderei a 22 kOhm durante muitos anos e nunca pensei ser necessário recorrer à destruição do Condensador Dourado. Mas o Senhor do Bigode obrigou-nos a tomar esta decisão. Depois de destruir o Condensador Dourado a 22 kOhm perde a razão da sua existência e, enfim, terei umas férias. A tarefa de liderar um sociedade secreta deste nível obriga-nos a estar sempre preparado para o inesperado, para ter que combater pelo Condensador Dourado. Mas a minha missão está prestes a terminar. - disse o Jonny Bitu.
Os Nove continuaram a caminhar, e estavam agora a poucos minutos de chegar ao edifício que continha a máquina. Assim que chegassem, seria decidido quem entraria com o Condensador Dourado e procederia à sua destruição. Não faltariam voluntários no meuio de gente tão nobre, mas o escolhido teria que reunir alguns requisitos. Teria que saber entrar num edifício sem ser detectado e teria que ser rápido e eficaz. Mais uma vez o Little Life surgia como favorito a ser escolhido para essa missão. E não teria problemas em aceitá-la de imediato.
Minutos mais tarde, os Nove chegavam ao destino. Um sentimento de emoção apoderava-se de todos. Sabiam que a sua missão como grupo forte e unido terminava ali, que não mais teriam que combinar forças para lutar por um objectivo tão nobre. Sabiam que deixariam de ter uma missão a sério depois de ali estar.
- Quero, antes de mais, dizer-vos que foi para mim uma enorme honra combater com guerreiros tão nobres. Desde as legiões romanas, os exércitos de D. Afonso Henriques, os Cruzados, os Aliados na Segunda Guerra Mundial ou as forças da NATO na Bósnia-Herzgovina nunca encontrei passoas como vocês. O que mais realiza um soldado, para além de ganhar, é saber que se tornou uma pessoa melhor ao combater ao lado de pessoas tão honradas. Obrigado por tudo o que me ensinaram. Obrigado por teream aceite esta missão. Hoje sou um homem melhor, um homem mais convicto das suas ideias e sinto que vale mesmo a pena lutar pela honra e pela nobreza de sentimentos. - disse o Jonny Bitu.
- Foi um orgulho combater ao teu lado. - disse o Little Life.
- Está na hora de cumprir a missão. Quem vai entrar e destruir o Condensador Dourado? - perguntou a Cátia.
- O Little Life é quem melhor se adequa à missão. Ele consegue entrar, realizar a missão e sair do edifício sem ninguém o detectar. - disse o Daves.
Assim foi decidido. Mas não seria assim tão fácil…