Saturday, February 4, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 36º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 12:00 na Terra.

Os reforços do Imperador acabavam de chegar. Reunia-se agora um numeroso exército, e tudo se preparava para a mais importante batalha da história de Zork. De um lado, os Nove e os seus amigos, com o objectivo de chegar junto da máquina que lhes permitirá destruir o Condensador Dourado. Do outro, o exército do Senhor do Bigode aliado aos Sung-Noc-Pwen, com o objectivo de chegar à posse do precioso objecto. Seria uma batalha decisiva, cujo vencedor teria toda a possibilidade de decidir qual o destino do Condensador Dourado. Os reforços do Imperador Donken eram numerosos e estavam equipados com o melhor que possuíam a nível de armamento.

Do outro lado estava uma força muito bem preparada, com o Senhor do Bigode na liderança. O objectivo era vencer os Nove para que o Condensador Dourado passasse a ser pertença do Senhor do Bigode e da sua sociedade secreta, o grupo Farad. O seu exército aproximava-se dos Nove. A batalha iria começar dentro de muito pouco tempo.

Sem que os Nove estivessem à espera, um último reforço chegava agora para os ajudar. O próprio Imperador, com a sua guarda pessoal e o seu grupo de intervenção especial vinham para combater ao lado dos Nove.

- Não sou daqueles que se refugiam num palácio. Venho para vois ajudar, porque na história deste planeta nunca houve uma batalha tão importante. Se o Senhor do Bigode conseguir ficar com o Condensador Dourado, não restará planeta para ninguém. Contem comigo. - disse o Imperador Donken.

- É uma honra, não só para mim como também para os meus colegas. Combater ao lado do Imperador é algo que nem todos têm a honra de poder contar um dia. Venceremos este inimigo. A paz voltará a reinar entre os nossos povos. - disse o Covas.  

Em poucos minutos os Nove e o Senhor do Bigode estavam frente a frente. Nada se iria interpôr entre eles. A batalha seria decisiva. Os disparos começaram logo que a proximidade o permitiu, e logo começaram a cair soldados de um lado e do outro. As movimentações de uns e de outros logo fizeram com que o campo de batalha ficasse estrategicamente ocupado, com as posições mais importantes a serem de pronto asseguradas. Os soldados do Imperador Donken estavam melhor preparados, mas os Sung-Noc-Pwen conheciam melhor o terreno. Os minutos que se seguiram foram de confrontos constantes, e as baixas aumentavam a cada segundo. Mas os soldados do Senhor do Bigode possuíam muita tecnologia, que lhes permitiu conseguir alguma vantagem. Essa vantagem foi aumentando com o passar do tempo. Veículos chegavam do lado do Senhor do Bigode. Ele sabia que estava a ganhar e não poderia abrandar. Os ataques multiplicaram-se, e os Nove começavam a perder terreno para o adversário. Estavam a ficar com menos unidades, até que o Men Donce teve uma ideia. O exército inimigo tinha uma veículo que servia para transportar o combustível que os restantes carros da artilharia utilizavam. Se o Bale conseguisse levantar a barreira que o protegia, ele poderia fazê-lo explodir com um tiro certeiro. Ele estava muito bem treinado e não iria falhar. Nunca falhava um tiro. Não iria ser desta vez.

- Oh Bale, achas que consegues levantar aquela barreira enorme que está à frente do camião do combustível? - perguntou o Men Donce.

- Posso tentar. - respondeu o Bale, ainda na dúvida.

O Bale concentrou-se e começou a levantar a barreira. Foi um movimento muito lento, pois a barreira pesava algumas toneladas, tão lento que ninguém se apercebeu. Conitnuou, lentamente, mas o esforço estava a ser enorme. Bale sabia que se demorasse muito naquela tarefa poderia comprometer o objectivo. Continuou, um pouco de cada vez, e lá foi levantando. Enquanto isso, o Senhor do Bigode ganhava cada vez mais avanço. Tinham que ser rápidos, ou iriam perder a batalha. O Men Donce concentrou-se e preparou-se para disparar. Se acertasse na tampa do contentor, conseguiria fazê-lo explodir. Bale levantava cada vez mais, até a tampa estar ao alcance do Men Donce. O Men Donce estava mais nervoso que em todos os outros disparos que teve que fazer ao longo da sua carreira. Mas, mesmo assim, estava confiante. Disparou, mas falhou o alvo. Ficou enervado com o facto de ter falhado, quando ele era um exímio atirador.

- Rápido, não vou aguentar muito mais tempo. - disse o Bale.

Men Donce concentrou-se de novo. Disparou, mas falhou. Bale estava quase a ceder. Nunca na vida tinha feito tamanho esforço. Estava a sentir as pernas a ceder, estava com os músculos no limiar da dor.

- Rápido, não consigo muito mais tempo!!! - disse Bale.

Men Donce concentrou-se de novo. Disparou. Acertou. Uma enorme explosão levantou um enorme número de soldados inimigos e de veículos. O chão tremeu como se tudo fosse cair. Men Donce sorriu, enquanto disfrutava do seu sucesso. Mas logo ficou preocupado de novo. O Bale caía no chão, inanimado. Jonny Bitu correu para junto dele. Carregou-o até longe dali. Bale não dava sinais. Estava desmaiado. O esforço fora, insuportável. Assim que começou a recuperar a consciência, mostrou de que fibra era feito.

- Já ganhámos? - perguntou.

- Não, mas estamos quase. - respondeu Jonny Bitu.

Men Donce chegava agora.

- Bale, conseguimos. Decidimos isto a nosso favor. Desculpa ter falhado dois tiros. - disse.

- Não te preocupes. Eu fico bem. Ainda era capaz de levantar o Má-Té-Ús do chão.

Todos sorriram. O Bale estava a recuperar. Ele fez um esforço enorme, que foi decisivo. Ele e Men Donce tinham ganho a batalha. Os poucos soldados inimigos que restaram renderam-se de imediato. O Senhor do Bigode havia fugido. Mas a vitória estava garantida.

Posted by O Ácido at 14:31:06
Comments

2 Responses to “A Saga Do Condensador Dourado - 36º Episódio”

  1. Pedro says:

    O esforço foi enorme, mas conseguimos vencer a batalha!!!

    Men Donce

  2. cocas says:

    Uma dura e cruel batalha, e no final os justos vencedores

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