Friday, December 30, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 34º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 10:00 da manhã na Terra.

Os Nove, como já havia sido decidido, avançavam agora na direcção do Condensador Dourado. O mais importante era não atrair a atenção dos inimigos, que se encontravam acampados e prontos a atacar a qualquer momento. Estavam atentos a todos os movimentos que os Nove e os seus amigos pudessem fazer.

- Mestre, eles estão neste momento a caminhar!!! Detecto movimento!!! - disse um dos soldados.

- Esperemos mais um pouco. Não há pressas. Vamos avançando no sentido deles. Mas sem ataques. Repito, sem ataques.  Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - disse o Senhor do Bigode.

A caminhada dos Nove e dos seus amigos foi controlada de longe. E assim foi, até os Nove chegarem a meio do caminho. Aí, o Senhor do Bigode começou a perceber o que é que eles tencionavam fazer. Falou então com Riarnyn, o líder dos Sung-Noc-Pwen.

- Eles vão na direcção de um grande edifício que encontro aqui no radar. O que é que pode ter lá? - perguntou o Senhor do Bigode.

- Temos lá uma máquina muito poderosa. Foi feita para destruir todo o tipo de engenhos de grande potência. Há algo poderoso que eles transportem? - perguntou Riarnyn.

- Não creio…

Obviamente, o Senhor do Bigode acabava de perceber que os Nove iriam tentar destruir o Condensador Dourado. Mas preferia não revelá-lo ao líder dos seus aliados. Não queria despertar a sua cobiça. Assim que tivesse o Condensador Dourado nas mãos, não teria que se preocupar com nada.

Enquanto isso, os Nove continuavam.

- Estamos a meio do caminho. Quatro quilómetros é tudo o que falta. Lá podemos atingir o nosso objectivo. - disse o Covas.

- Mas acho estranho não termos tido oposição até aqui… - disse o Little Life.

- Se calhar eles estão ocupados com outra coisa qualquer, longe daqui. - disse o Daves.

Nese momento, o Bale parou. Estava com um ar de preocupação que assustou os seus amigos.

- O que foi Bale? - perguntou El Xabes.

- Há uma enorme concentração de pessoas aqui perto. - disse o Bale.

- E serão inimigos? - perguntou a Cátia.

- Aqui, todos serão nossos inimigos… Estão no nosso caminho? - perguntou o Covas.

- Não. Mas aproximam-se. Pressinto que vão tentar interceptar-nos. - disse o Bale.

- Então o melhor é avançarmos com muito cuidado… - avisou a Cátia.

Assim fizeram. Avançaram com muito cuidado, sempre com atenção a movimentos inimigos. Surpresas os esperavam. A três quilómetros, a calma aparente seria interrompida. Apenas a três quilómetros.
 

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Thursday, December 29, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 33º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 8:00 da manhã na Terra.

Após alguma espera, os amigos dos Nove estavam agora a chegar junto da porta de saída do túnel. Os Nove aperceberam-se, e Má-Té-Ús abriu a porta. Após algum tempo, todos voltavam a estar juntos, o grupo acabava de se reunir. Não podia ser mais oportuno o reencontro. A batalha final aproximava-se.

- É bom encontrar-vos de novo! - exclamou o Jonny Bitu.

- Temos muito que andar, pelo que sei… - disse o Men Donce.

- O melhor é eu ir indo… Não posso ser encontrado aí, senão vão considerar que o Imperador Donken não está a cumprir o acordo… Esperarei que os inimigos se afastem da Torre, e regressarei ao Palácio. Se ainda lá estiverem, chamo reforços e parto aquilo tudo… Foi uma honra lutar ao vosso lado. Boa sorte! - disse o Comandante Swenslinn.

- Obrigado por tudo! - disse o Bale.

Os Nove e os seus amigos reuniram-se agora para definir um plano. Ainda antes do reencontro, o Imperador havia ligado ao Covas. A localização da máquina era agora do conhecimento de todos. Oito quilómetros. Nem mais, nem menos, separavam o Condensador Dourado da máquina que o iria destruir.

- Iremos avançar na direcção da máquina. Iremos ser discretos ao máximo. Nada de chamar a atenção. Quanto menos conflitos, melhor. - disse a Cátia.

Longe dali, um soldado corria na direcção do Senhor do Bigode.

- Mestre!!! Mestre!!! Já sei!!! Já sei!!! Acabei de detectar actividade perto daqui, a cerca de dois quilómetros. Pelo número de pessoas que contamos ter pela frente, deverão ser eles. Aliás, é o único local desta área onde estão pessoas. Todas as outras estão…

- Já percebi… Todos os membros da tribo Sung-Noc-Pwen vão estar ao nosso lado. Somos, ao todo, cerca de quatro mil homens. E eles?

- São… vinte e dois…

As risadas tomaram conta de alguns sodados que se encontravam ali por perto. Era, de facto, uma disparidade enorme entre uns e outros.

- Não quero que pensem que já ganhámos. Eles são poucos mas já provaram que são muito diferentes dos soldados comuns. Têm poderes. E por isso temos que dar tudo o que temos. Mas não é só. Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - disse o Senhor do Bigode.

- Devemos então avançar sobre eles? - perguntou um dos generais.

- Vamos acompanhá-los na sua caminhada. Atacaremos quando achar melhor. Quero saber aonde é que eles querem ir…

 

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A Saga Do Condensador Dourado - 32º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 04:00 da manhã na Terra.

Os Nove caminhavam havia já duas horas e, até ao momento, nada de especial se tinha passado. Era estranho que num local tão atribulado, nada ainda se lhes tivesse deparado. Estavam apreensivos, mas não tinham medo. Tinham Má-Té-Ús e Zeca com eles, e isso dava segurança a qualquer um.

- Será que niguém vai aparecer para chatear um pouco? - perguntou o Covas.

- Não é normal estar tudo tão calmo em Sung-Noc-Pwen. - afirmou o Zeca.

- Esperemos que continue assim… - disse o Daves.

- Pressinto algo… Não pode estar tudo tão calmo por aqui. Bons ventos não se encaminham… - sugeriu o Zeca.

Os Nove caminhavam em direcção ao local onde a máquina que procuravam se localizava. A questão era saber o que os iria impedir de lá chegar. Era de esperar que o Senhor do Bigode estivesse já em Sung-Noc-Pwen, pois alguém como ele não cumpre protocolos, não bate à porta antes de entrar. Já lá deveria estar instalado, e já deveria ter reunido forças. Os Nove poderiam contar com uma batalha nos tempos próximos, e importante seria que os seus amigos lá estivessem. Seriam vinte e um, mais alguns reforços que o Imperador Donken tratou de lhes trazer da Terra. Jonny Bitu, Little Life, Daves, Pedro, Cátia, Delfim, Alexandre, Nuno, Covas, Má-Té-Ús, Zeca, Bale, Men Donce, El Xabes, Sapo Cocas, Jan Koller, Zéon, Néon, Hugo, Reffboy e Vanya Sofiasz. Apesar de estarem em minoria em relação ao número de soldados que acompanhariam o Senhor do Bigode, os Nove e os seus amigos tinham extraordinárias capacidades, que lhes poderiam trazer enormes vantagens.

A caminhada continuou, até que o Covas detectou actividade.

- Tenho algo aqui no radar. Há alguém aqui por perto. Isto é definitivamente um acampamento. Está a dois quilómetros daqui. Não podemos atrair a atenção deles. - avisou o Covas.

- Vamo manter-nos a controlar, mas de longe. Qualquer encontro com algum inimigo pode ser muito complicado, numa altura em que ainda não chegou o nosso apoio. - avisou o Little Life.

Os Nove mantiveram-se atentos. Avançaram até ao local. Depararam-se com um acampamento, com cerca de cem soldados. Não havia dúvidas que a batalha que tinham travado contra o Senhor do Bigode tinha provocado no seu exército muitas baixas. Enfrentar guerreiros como os Nove e os seus amigos não era trefa fácil, e o Senhor do Bigode sabia disso.

A dada altura, o telefone do Covas tocou.

- Sim?

- Covas, daqui é o Comandante Swenslinn. Estou a caminho, através do túnel. Eu tenho a chave, não terei problemas. Fomos encurralados na Torre, tivemos que entrar num tiroteio, mas ninguém se feriu. Eu vou levá-los até vocês. Não poderei aí ficar. Ficarei escondido depois, no túnel, a não ser que os soldados que atacaram a Torre não saiam de lá.

- Esperamos por vocês. O melhor é irmos de novo até à entrada. Depois iremos planear tudo. Estou à espera de receber informações de Imperador Donken. Ele moveu esforços no sentido de colocar espiões a trabalhar para nós, com o intuito de descobrir onde está a máquina onde o Condensador Dourado pode ser destruido.

Os Nove recuaram, agora sabendo onde estavam os soldados inimigos. Esperariam pelos amigos na saída do túnel. E depois, assim que recebessem informações importantes do Imperador Donken, iriam sem demoras tentar destruir de vez o Condensador Dourado.  

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Monday, December 26, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 31º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 2:00 da manhã na Terra.

As viaturas que se aproximavam eram do exército inimigo. A segurança dos amigos dos Nove estava posta em causa.

- Temos que entrar!!! - afirmou o Comandante.

- Mas há dezasseis homens prontos a disparar dentro daquela sala… - disse o Bale.

- Então é pra lá que devemos ir… - respondeu El Xabes.

- Não pode ser… - disse o Sapo Cocas.

- A ideia do El Xabes é a melhor. Se não resolvermos já o problema de termos dezasseis homens prontos a intervir, as viaturas vão apanhar-nos… Vou lançar esta granada, o ataque sobre eles tem que ser rápido… - afirmou o Comandante.

Assim que a granada explodiu, o ataque dos amigos foi rápido e eficaz. Sete dos dezasseis foram logo abatidos. Os restantes tentaram fugir para o túnel, mas mais três foram neutralizados. Os que estavam já no túnel não tiveram hipótese perante mais uma granada… A sala estava agora tomada. Era necessário avisar os restantes soldados da presença do inimigo nas redondezas. Assim que as comunicações foram feitas, todos avançaram e em poucos instantes neutralizaram também os oito homens que tinham fugido para o terceiro andar. Era altura de entrar no túnel que iria levá-los aos Nove. Não havia tempo a perder.

Esta intervenção recordou ao Bale as memórias das Terras Altas da Escócia. A 4 de Maio de 2278, o Bale fez a sua primeira intervenção deste género. Foi em Linlithgow Palace, aquando da sua tomada pelas forças revolucionárias de West Lothian, que queriam o regresso da Escócia à alçada do corôa inglesa. Uma força de intervenção, da qual Bale fazia parte, foi chamada ao local. Durante a intervenção, ele foi alvejado na perna esquerda. Mas mesmo em mau estado, transportou um dos seus camaradas até à zona de evacuação. Recebeu a mais alta condecoração do Governo Escocês: a medalha William Wallace. Foi o primeiro estrangeiro a recebê-la. E único. Se alguém se tivesse ferido na batalha na Torre Noctigus, Bale teria sem dúvida transportado esse ferido até ao topo da Torre.

 

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