Saturday, October 29, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 28º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 22:00 na Terra.

A nave que transporta os amigos dos Nove irá agora fazer a aproximação à pista. Da torre de controlo chegam algumas indicações.

- K-14! K-14!

Da nave ninguém responde. O Bale era o responsável por pilotar a nave durante a aterragem. Misturava conhecimentos de aeronáutica com poderes psíquicos e percepção extra-sensorial. Se alguma tempestade passageira se estivesse a aproximar, o “Scottish”, como era conhecido entre os amigos, detectá-la-ia sem problemas. Da torre de controlo continuavam as tentativas de comunicação.

- K-14! K-14!

O Bale continuou sem responder. Estava a concentrar-se para usar os seus poderes no processo de aterragem. Mas as tentativas por parte do controlador aéreo de Zork não cessaram.

- K-14! K-14!

Aí, o Bale perdeu as estribeiras…

- Já vou, caralho!!!!

Na nave todos pararam com aquele grito. Estavam perplexos com a reacção do Bale. Ele costumava ser muito calmo.

- Estou a tentar concentrar-me! O que é que vocês querem? - pergunta o Bale.

- Está tudo a postos para a aterragem, não há vento à superfície da pista. Pode iniciar o processo assim que entender.

- Tudo bem. Não me irei demorar.

Poucos segundos depois, a nave direccionou-se para a pista. A aterragem foi feita sem sobressaltos. Os amigos dos Nove saíram da nave. No interior desta, os vestígios da enorme festa que lá decorreu eram evidentes. Tudo estava desarrumado, havia comida aos montes em cima das mesas e garrafas de cerveja e de vinho por toda a parte. Um comandante local aproximou-se do grupo.

- Tenho ordens para vos levar imediatamente ao Imperador. Sua Excelência aguarda-vos no seu palácio.

Todos se encaminharam para os veículos militares que os aguardavam. Foram levados para o palácio. Em pouco tempo estariam junto dos Nove.

Cerca de meia-hora depois, estavam já junto da residência do Imperador. Todos estavam espantados com a sua imponência do edifício. O Imperador, como era seu hábito, estava junto da porta à espera dos seus convidados.

- É um enorme prazer receber gente tão ilustre no nosso planeta. Queiram acompanhar-me. Irei pôr-vos ao corrente da situação dos Nove.

Enquanto isso, os Nove estavam cada vez mais longe da segurança do palácio, e cada vez mais perto do terreno desconhecido.    

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Sunday, October 9, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 27º Episódio

Dia 23 de Janeiro de 2300, 10:00 da manhã na Terra.

Num local algures no espaço, os amigos dos Nove viajavam numa nave muito sofisticada, a caminho de Zork. O Imperador Donken, homem sensato e conhecedor dos perigos destas aventuras, havia decidido chamar estes guerreiros, sem que os Nove soubessem. Seria uma enorme surpresa. Na nave, o ambiente era de festa total. Bale, Men Donce, Sapo Cocas, El Xabes, Zéon, Néon, Jan Koller e Vanya Sofiasz e mais alguns guerreiros das diferentes cidades, viajavam na nave, e aproveitavam para se divertirem um pouco. As músicas de Marante e dos seus Diapasão, banda que fizera furor nos idos anos de 1980 a 2010, aproximadamente, tocavam num nível de som assustador, quase provocando a explosão das colunas de som e da própria nave.

- Isto é que é som!!! - afirmou o Sapo Cocas.

- Põe mais alto!!! - pediu El Xabes.

Enquanto isso, o Bale dançava em cima da mesa, ao mesmo tempo que fazia o pino só com uma mão e equilibrava uma bandeja com bebidas na sola da sua bota direita. Men Donce, esse, estava a fazer malabarismos, com três cadeiras, num número de grande habilidade. Já Jan Koller divertia-se a dobrar umas varetas de titânio, só para manter os músculos activos. Zéon e Néon jogavam uma partida de xadrez, e assim que Zéon fez uma jogada de xeque-mate, Néon disse:

- Sabias que tem as regras do jogo por baixo do tabuleiro?

- A sério? - perguntou Zéon, enquanto virava o tabuleiro.

As peças cairam todas no chão, terminando o jogo.

- Palhaço, enganaste-me!!!- disse Zéon.

Néon apenas se ria. O jogo ficou por ali… Vanya Sofiasz, mostrando ser pouco sociável, o que era natural para uma senhora de dois mil e muitos anos, estava isolada, no quarto, a ler uns livros sobre Química.

O Bale já estava um pouco bêbado, e por isso perdeu a cabeça. Pegou num CD, com músicas de grande qualidade, e colocou-o no leitor. Começou a tocar a música “Chacarron”. Aí foi a loucura completa. Sapo Cocas começou a mostrar a sua capacidade de dobrar o seu corpo, como se de plasticina fosse feito. El Xabes pôs-se em cuecas. Men Donce começou a cuspir fogo. Todos estavam loucos. Naquele grupo estavam dois guerreiros que ainda não foram apresentados. Um deles era o Hugo, O Grande, homem de fortes convicções e que lutava ao lado dos bracarenses há muitos anos, entre eles Bale, o seu primo. O outro era o Reffboy, também bracarense de grande reputação. A festa durou até muito tarde, mas não havia problema, no espaço não há horas a cumprir, e ainda faltavam algumas horas de viagem. Os Nove iriam precisar da ajuda destes nobres guerreiros. No meio da loucura, Hugo, O Grande, libertou um grito, para encorajar os seus colegas:

- Somos muuuuitos!!!

Todos responderam com gritos de coragem, o grupo estava muito motivado. Essa motivação iria ser necessária, horas depois. 

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