A Saga Do Condensador Dourado - 22º Episódio
Dia 22 de Janeiro de 2300, 22:00 da noite na Terra.
Os Nove já jantaram e estão agora reunidos com o Imperador Donken.
- Sei que vocês têm o objectivo de transportar um poderoso objecto até uma nova localização. Mas devido à presença de um temível inimigo, houve uma alteração de planos. O Jonny Bitu irá explicar-vos. diz Donken.
- Nestes últimos dias tive inúmeros contactos com os membros do Conselho Superior da 22 kOhm. Chegámos à conclusão que seria necessário encontrar uma solução que permita enfrentar este inimigo sem pôr em risco o Condensador Dourado. Sabemos que se este cair nas mãos do Grupo Farad, o Senhor do Bigode constituirá um perigo para todo o Universo. E não podemos correr esse risco. É demasiado elevado. Por isso tomámos uma decisão muito importante. O Condensador Dourado vai ser destruído. Este poderoso objecto já foi a causa de muitos conflitos, e a 22 kOhm, na qualidade de responsável pelo Condensador Dourado, decidiu trazê-lo para Zork, onde existe uma máquina que o poderá destruir sem qualquer tipo de risco de explosão. diz o Jonny Bitu.
- Mas não é a obrigação da 22 kOhm proteger o Condensador Dourado? pergunta o Pedro.
- Sim, é verdade. Mas mais do que isso, a primeira obrigação da 22 kOhm é impedir que o Condensador Dourado caia em mãos erradas. E se, para tal, for necessário destruí-lo, não podemos hesitar em fazê-lo. Para bem de todos.
- E onde é que está a máquina que vai destruir o Condensador Dourado? pergunta o Little Life.
- Essa é a grande questão. Talvez o Imperador possa responder melhor do que eu. responde o Jony Bitu.
- No planeta Zork há uma tribo que vive à parte da nossa governação. São uma espécie de rebeldes. A tribo chama-se Sung-Noc-Pwen. Vive num território no qual o nosso exército não entra, devido a um protocolo que fizemos com eles há oito anos atrás. Eles vivem à parte da nossa sociedade, e nem nós entramos lá, nem eles entram cá. Não podemos quebrar o acordo. Vocês podem tentar lá entrar. Mas terão que fazê-lo pelos vossos meios. E lá terão que procurar a máquina. explica o Imperador Donken.
- Já estamos habituados. responde o Daves.
- Vamos precisar de ajuda. diz o Pedro.
- Isso já foi providenciado, duas naves já estão na Terra há muito tempo, posicionadas para partir a qualquer momento. Esta missão estava planeada há muito. Em poucos dias, estarão cá os vossos amigos. Farão a viagem em menos tempo do que vocês. As naves são o melhor da nossa tecnologia. Fazem o percurso em 10 dias. diz o Imperador.
- Basta entrarmos em contacto com eles. Virão sem hesitar. diz o Nuno.
Os Nove entraram já em contacto com os seus camaradas de armas. Já vêm a caminho os reforços de que tanto precisam. E hoje inicia-se a busca pelo local onde será destruído o Condensador Dourado. Estão já a chegar a um local chamado Gworkat. Lá espera-os um espião zorkiano, que tem uma chave para lhes entregar. Essa chave abrirá um cofre perto dali, que contém uma pista acerca do local onde está a máquina. Assim que chegam, batem à porta de uma casa velha, aparentemente abandonada. A porta abre-se, e deparam-se com um homem, que sabem ser o espião.
- Os tigres esperam pela hora de atacar. diz o espião.
- Mas os falcões já estão a voar. responde a Cátia.
- Espero-vos por ordem do Imperador. Tenho uma chave para vos dar. Abrirá um cofre que se encontra a 3 Km deste local. É no edifício que diz “Zwin-Gorn”, na sala 37-C. Lá encontrarão uma pista. Terão que a descodificar.
Os Nove recebem a chave e dirigem-se então ao local onde está o cofre. Assim que chegam, apercebem-se de que só um poderá entrar. É escolhido o Little Life. Todos sabem da sua capacidade de desaparecer e de se camuflar. Minutos depois, o Little Life entra então no edifício. Ninguém dá pela sua presença. Avança em passos leves e certeiros até à sala do cofre. Abre a porta com muito cuidado, e de pronto abre o cofre. Retira um papel dobrado, e abandona o local. Chegado ao exterior, entrega o papel à Cátia. A Cátia não demora a desdobrar o papel. E começa a lê-lo em voz alta.
Uma potente máquina queres encontrar
Que longe de ti está escondida
Mas se as Rochas fores procurar
Uma nova pista ser-te-á fornecida.
Todos estavam em silêncio. Estavam na presença de uma charada. Um código. E ninguém sabia o que fazer. Até que o Covas se lembrou de algo. Decidiu ligar a um amigo.
A tribo deve ser dos oompa-loompa…seres pekeninos e bué irritantes, kom uma kapacidade de cantar e dançar extraordinária. ka para mim a máquina potente…sou eu!!!