A Saga Do Condensador Dourado - 26º Episódio
Dia 23 de Janeiro de 2300, 22:00 da noite na Terra.
Os Nove haviam entrado através da porta que estava escondida minutos antes. Percorriam um escuro e frio túnel. Estavam, obviamente, assustados, e avançavam lentamente. Percorreram cerca de quatrocentos metros, até que se depararam com sinais de actividade naquele lugar. Havia ossos no chão, como que se alguém ali tivesse feito um banquete. Não aparentavam ter muito tempo de decomposição, o que adiantava que a refeição teria sido pouco tempo antes. Havia também marcas na parede, como que pinturas rupestres. Alguém vivia ali. Se tal era possível, talvez os Nove fossem encontrar algo de extraordinário. Um ser diferente do que estavam habituados a encontrar. Eis que, de súbito, ouvem um estrondoso arroto. Vinha mesmo do fundo, do interior perdido de algum ser gigantesco. O medo instalou-se, ainda que misturado com alguns risos incontrolados. Avançaram mais alguns metros, até que ouviram algo estranho…
- Zecáááááááááááááááááááááááááááá!!!!!!!! Zecááááááááááááááááááááááááááá!!!!!!!!!
As paredes do túnel estremeceram… O que seria aquilo? Que imponente criatura poderia libertar tal rugido? A resposta não tardou… Uma volumosa e medonha criatura aproxima-se.
- Quem sois vós? - perguntou a criatura.
- Vimos à procura da saída deste túnel. Indicaram-nos este caminho… E tu, quem és? -
pergunta o Covas.
- Sou o Zecáááááááááááááááááááá!!!!!!!!!!!! Zeca, melhor dizendo. Vivo aqui há muitos anos. Não gosto muito das outras pessoas. Falam, têm opiniões, chateiam-me, chamam-me “Zekman”, entre outras coisas. Fiquei farto de lhes partir a cara, preferi sair de perto deles. Conheci, tempos depois, o último samurai do planeta Terra, que se refugiou também aqui por perto. Guarda a saída deste túnel. Se quiserem sair daqui com vida, terei que vos acompanhar, caso contrário terão muitos problemas. É o Má-Té-Ús. Vivia num local chamado Japão. Mas se vocês querem sair deste túnel, então querem ir para… Eh, vocês sabem para onde vão?
- Sim, estamos informados sobre todos os perigos que nos esperam. Mas temos mesmo que ir a Noc-Pwen, onde a tribo local vive em exclusão… Os Sung-Noc-Pwen irão fazer tudo para nos colocar fora do território deles, mas temos um imperativo que não pode ser ignorado. - responde o Jonny Bitu.
- OK, vocês lá sabem. Mas aviso-vos que é mesmo perigoso.
- Oh Zeca, eu sou muito amigo do Imperador Donken. Ele pode arranjar um lugar para vocês no seu exército, ou na sua guarda pessoal. Iriam ser mais respeitados em Zork. Isto não deve ser uma vida muito agradável… - afirma o Covas.
- Se o pudesses fazer, agradecia. Eu nunca me adaptei muito bem à sociedade porque sou um pouco agressivo… Se pudesse fazer da minha agressividade um modo de vida, tudo seria mais fácil.
- Quando voltar, levar-te-ei ao palácio do Imperador. Ele não hesitará em recrutar-te.
- Agradeço o que estás a fazer. Vamos então até à saída do túnel. Senão o Má-Té-Ús vai ser um pouco rude…
Os Nove apressaram-se, tinham muito ainda para andar…
Longe dali, noutro ponto de Zork uma nave aterrava.
- Chegámos. Montem o acampamento. Estamos atrasados… Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - diz o Senhor do Bigode.
Os soldados não perdem tempo…