Wednesday, February 8, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 40º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 20:00 da noite na Terra.

Na nave do Senhor do Bigode tudo estava muito mais calmo do que seria por ele esperado. Se ele tivesse na posse do Condensador Dourado, já teria libertado todo o seu poder, e já estaria a preparar o seu regresso a Zork para vencer a guerra. Mas não acontecia o que ele esperava. Não tinha consigo o Condensador Dourado, e portanto não havia poder nenhum. Estava muito desapontado com o que tinha acontecido. Não planeava regressar a Zork, até porque estava convencido de que o Little Life, ao enganá-lo, conseguiu ganhar o tempo que precisava para destruir o Condensador Dourado. Assim sendo, já não tinha nada a fazer em Zork. A sua viagem continuou até que o seu sistema informático avisou que alguém tentava contactá-lo naquele momento. Aceitou iniciar a conversação.

- Saudações, Senhor do Bigode. - disse uma voz irreconhecível.

- Quem fala? - perguntou o Senhor do Bigode.

- Alguém disposto a surpreendê-lo.

- O que pretende dizer com isso?

- Tenho o Condensador Dourado comigo.

- Está a tentar enganar-me?

- O que ganhava com isso? O senhor já não tem mais nada em que acreditar. Não tem o Condensador Dourado consigo, não tem nada a

perder. Acredite em mim.

- E se o tem, o que ganha em dizer-me?

- É muito simples. Eu sei muito bem que o Senhor do Bigode tem um poder muito maior que o meu para mobilizar um exército. Eu não sei usar o Condensador Dourado, mas o senhor sabe. Logo, eu tenho algo que lhe dará muito jeito e o senhor tem algo que me interessa. Se me arranjar um exército que possa controlar Zork e fazer de mim o Imperador deste planeta, eu dou-lhe em troca o Condensador Dourado. Que me diz disso?

- Aceito. Vou para Zork, encontro-me consigo e combinamos tudo.

- Tudo bem. Espero por si perto do Jardim das Gárgolas. Eu vou ter consigo. Sabe onde é?

- Sei. Em breve lá estarei.

- Combinado.

A conversação foi terminada. O Senhor do Bigode encostou-se à sua cadeira e sorriu.

- Ninguém faz negócios comigo. Imbecil… - disse para consigo mesmo.

O Senhor do Bigode esperava estar, em breve, na posse do Condensador Dourado.

Por sua vez, os Nove estavam muito confusos com o que acabava de se passar. Afinal, nem o Condensador fora destruído pelo Little Life, nem tinha sido roubado pelo Senhor do Bigode.

- Mas afinal, onde raio está o Condensador Dourado? - perguntou o Bale.

- Sim, acho que é a pior notícia que poderíamos ter. Não sabemos rigorosamente nada sobre o paradeiro do Condensador Dourado. - disse o Men Donce.

- Como é que vamos procurá-lo? Não há referência nenhuma… - disse o Covas.

- Se não era o que o Little Life escondeu nem o outro que o Senhor do Bigode levou, quer dizer que já estamos sem ele há mais tempo do que pensávamos. - disse o Jonny Bitu.

- Pois. Delfim, em algum momento largaste o Condensador Dourado? - perguntou a Cátia.

- Durante a batalha, houve uma altura em que tive que o pousar, para ajudar o Comandante Swenslinn a desviar uma barreira. Como era muito pesada, ele aconselhou-me a pousar a caixa do Condensador Dourado para não atrapalhar. Enquanto eu desviei a barreira, ele foi controlar os movimentos do adversário. Talvez ele…

- Não digas mais nada. Quem tem o Condensador Dourado é o Comandante Swenslinn. - disse o Jonny Bitu.

- Tenho que avisar o Imperador Donken!!! - disse o Covas.

Assim o disse, assim o fez. O Covas comunicou de imediato com o Imperador Donken para avisá-lo do ocorrido. Todo o exército de Zork foi colocado ao serviço da nova missão: encontrar o Comandante Swenslinn. Os espiões do Imperador começaram de pronto a trabalhar. E Swenslinn estava descansado, pois não imaginava que fosse descoberto pelos Nove. Foi até ao Jardim das Gárgolas e esperou pelo Senhor do Bigode. Minutos mais tarde os Serviços Secretos tinham a confirmação: o Comandante Swenslinn estava no Jardim das Gárgolas. O Covas foi de pronto informado.

- Pessoal, vamos para o Jardim das Gárgolas. Usaremos os helicópteros do exército. Ele está lá!!! - avisou o Covas.

- E como vamos apanhá-lo? - perguntou o Daves.

- Se é para apanhar um tipo, eu e o El Xabes estamos preparados. - disse o Jonny Bitu.

- Em nome das nossas velhas caçadas. Este é o maior prémio que alguma vez tentámos ganhar. - disse o El Xabes.

A viagem até ao Jardim das Gárgolas não demorou muito. Assim chegados, Jonny Bitu e El Xabes prepararam a busca. Não podiam falhar. Depois de tudo preparado, entraram e iniciaram a busca. Em poucos minutos, já o tinham encontrado o Comandante Swenslinn. Este, apercebendo-se da presença dos dois, iniciou uma fuga. Escondeu-se por trás de uma estátua e iniciou um tiroteio. Depois de perceber que estava a ser encurralado, o Comandante Swenslinn continuou a fugir. Mas quando se apercebeu que só tinha um homem a persegui-lo, preocupou-se. Mas já não pode fugir mais. Assim que passou por uma das estátuas, Jonny Bitu surgiu no seu caminho e derrubou-o. Envolveram-se numa luta, mas pouco depois o Comandante Swenslinn estava no chão, derrotado. O Condensador Dourado estava agora nas mão de Jonny Bitu. Nesse momento, aproximou-se uma nave. Era o Senhor do Bigode. Vinha ter ao local combinado. Os soldados do Imperador aproximaram-se. O Comandante aproveitou a confusão e fugiu para junto da nave. O Imperador tinha sido claro. Ordem para atirar. Um tiro. Swenslinn no chão. O Senhor do Bigode apercebeu-se e usou as armas da sua nave para tentar impedir que o Condensador Dourado fosse levado para fora do jardim. Mas os soldados responderam. Quando pressentiu que a sua nave não ia resistir, fugiu. Abandonou o planeta em pouco segundos, mas com a esperança de um dia voltar para resgatar o Condensador Dourado.

A missão estava cumprida. O Condensador Dourado estava de novo com os Nove. O Imperador comprometeu-se a construir um máquina nova para destruir o precioso objecto. Mas até a máquina estar pronta, o Condensador Dourado iria ser levado para a localização a que estava destinado. Dois meses mais tarde, os Nove trariam-no consigo para ser destruído.

Assim foi feito.

Jonny Bitu decidiu que queria ser um mortal, para não mais ter que perder amigos enquanto os anos passavam. Tomou o antídoto que Vanya Sofiasz desenvolveu e as suas células retomaram o caminho do envelhecimento. Vanya Sofiasz seguiu o mesmo caminho. Jonny Bitu deixou de ser o Líder da 22 kOhm, pois esta deixou de existir com a destruição do Condensador Dourado. Deixou-se de batalhas e, como dominava todas as artes marciais existentes, passou a ensiná-las.

Covas ficou como Comandante das Forças Especiais de Intervenção de Zork, acompanhado por Zeca e Má-Té-Ús.

A Cátia prosseguiu a carreira militar. Era a sua vocação.

O Little Life e o Daves formaram uma banda de punk, os Little Daves. Fez imenso sucesso.

O Pedro regressou a Fafe, onde voltou a ser o líder local.

O Nuno e o Alexandre montaram um stand de naves espaciais.

O Delfim foi para a sua quinta e dedicou-se à agricultura.

O Bale montou um centro de treino para jovens com poderes psíquicos.

O Men Donce tornou-se campeão olímpico de tiro.

El Xabes voltou à sua vida de caçador de tesouros. Dedicou-se a encontrar tesouros da civilização Inca.

O Cocas foi para o circo, onde fez números de contorcionismo. Ficou conhecido em todo o Mundo como o “Plastic Man”.

Zéon e Néon dedicaram-se ao mundo da informática, e abriram uma loja de venda e reparação de produtos informáticos.

O Hugo, o Grande, fez o curso de engenheiro civil. Dedicou-se à construção de castelos.

O Reffboy abriu uma oficina de naves espaciais, dedicada ao tunning.

Jan Koller dedicou-se à construção, mas construía edifícios sozinho, devido à sua força sobre-humana. Enriqueceu imenso.

Vanya Sofiasz regressou a Fafe, onde se dedicou a ensinar Química.

O Senhor do Bigode nunca mais conseguiu formar um exército, pois ganhou a fama de perdedor. Teve que ir para uma oficina de naves, como empregado. Desistiu de tentar ser Imperador num lugar qualquer, para passar a ser “Limpador” numa oficina.

Foi uma enorme caminhada feita pelos Nove e pelos seus amigos. Muitos obstáculos se lhes depararam, mas estes venceram sempre. Inteligência, audácia e sagacidade eram os seus atributos. E assim continuaram, para sempre.

Fim

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Tuesday, February 7, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 39º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 19:00 da tarde na Terra.

Na sua nave, longe do local onde conseguiu chegar ao Condensador Dourado, o Senhor do Bigode acabava de preparar o circuito especial onde tinha que inserir o poderoso objecto para libertar todo o seu poder. Após ter preparado tudo, inseriu o Condensador Dourado, esperando que algo de extraordinário acontecesse. Mas nada se passou. Nem uma única manifestção de poder. A ficha estava ligada, o circuito estava a ser alimentado por corrente eléctrica naquele momento, mas não acontecia rigorosamente nada. Começou a ficar confuso. Tudo estava impecavelmente preparado. Mas não teve qualquer efeito. Começou a pensar…

Em Zork, todos estavam preocupados com o facto de o Little Life não aparecer, e já se temia o pior.

- Ele foi surpreendido pela explosão. Não teve hipótese de abandonar o edifício… - disse o Covas.

- Ele era um grande camarada. Estava sempre pronto para animar o grupo e tinha muita piada nas coisas que dizia. Foste grande, Little Life. - disse o Daves.

Para além da tristeza por terem perdido um amigo, todos estavam também preocupados pelo facto de o Senhor do Bigode ter o Condensador Dourado na sua posse e pela máquina que o podia destruir ter sido, ela própria, destruída pela explosão. O Senhor do Bigode acabava de ganhar a guerra, pois voltaria com o poder do Condensador Dourado e ninguém estaria à sua altura.

- Não teremos hipóteses contra ele. Ele ganhou, levou o Condensador Dourado com ele, e vai começar o seu Império. - disse o Covas.

- Falhámos a missão. - disse a Cátia.

- O Condensador Dourado está com quem nunca poderia estar. Agora não temos como recuperá-lo. - disse o Daves.

- Regressemos para junto do Imperador Donken. É necessário juntar de novo o exército com o objectivo de defender o planeta. Tenho a certeza de que ele vai voltar. E com muito poder à sua disposição. - disse a Cátia.

- Vou avisar o Imperador Donken de que falhámos. Ele tem que começar a preparar as defesas. - disse o Covas.

- Será que perdi alguma parte da conversa? Não estou a perceber nada… - disse o Little Life.

Todos ficaram sem palavras. O Little Life surgia ali, diante deles, vindo das traseiras do edifício, e sorria, como se nada se tivesse passado.

- Mas… - tentou dizer o Daves.

- Tu… - queria dizer o Covas.

- Pois. Percebo que com a explosão tenham pensado que eu não consegui sair do edifício, mas já devem ter reparado que estão enganados…

- Fico muito contente por saber que estávamos enganados, é muito bom ter-te connosco. Mas mesmo assim ainda há más notícias. O Senhor do Bigode fugiu com o Condensador Dourado, e como se isso não bastasse, a máquina que o poderia destruir não resistiu à explosão. - disse o Covas.

- Quanto a isso não estou minimamente preocupado. - disse o Little Life.

- Mas, como é que podes dizer isso? - perguntou o Daves.

- Talvez o Senhor do Bigode se tenha enganado…

- O que queres dizer com isso? - perguntou o Covas.

- Digamos que lhe preguei uma partida. Foi-me dito que o edifício estaria cheio de guardas. Mas não foi isso que encontrei. Aliás, para além de não ter encontrado oposição dos guardas, encontrei um guarda inconsciente. Obviamente que aquilo era obra do Senhor do Bigode. Então, sabendo que se o encontrasse ele não teria dificuldades em tirar-me o Condensador Dourado, o que fiz foi procurar uma sala que tivesse algum aparelho, abri-o e troquei o Condensador Dourado por um condensador normal. Sim, porque o Condensador Dourado não é dourado, chama-se assim porque tem poderes. Então foi só trocar. O que ele terá neste momento não passa de um condensador sem poderes nenhuns.

- Mas isso é genial!!! Apesar de não o podermos destruir, pelo menos o Condensador Dourado não está com o Senhor do Bigode. - disse o Daves.

- Voltas a estar enganado. Assim que o Senhor do Bigode fugiu, procurei a sala da máquina e fiz o que tinha a fazer. Ainda deu tempo de sair do edifício antes que aqueles dois titãs dessem cabo dele.

- Quer dizer que… - tentou dizer o Daves

- Exacto. Já não há Condensador Dourado.

- Conseguiste!!! A nossa missão foi um sucesso!!! - exclamou o Daves.

Antes que se começasse a festejar, o Jonny Bitu falou ao grupo.

- Pessoal, lamento dizer-vos, mas o Condensador Dourado é mesmo dourado.

Ninguém disse uma única palavra…

Longe dali, na sua nave, o Senhor do Bigode continuava a pensar. Assim que o condensador foi inserido, era suposto acontecer algo de extraordinário. Mas não aconteceu. Faltava qualquer coisa. No caso, faltava aquele condensador ser, na realidade, o Condensador Dourado. Mas não era. O Senhor do Bigode retirou-o do circuito e procurou a referência “GC22000″, que dizia respeito ao nome do Condensador Dourado, em inglês (“Golden Capacitor”) e ao 22000 que surgia de 22 kOhm. Mas não estava lá nada. Ele logo percebeu.

- Não acredito que aqueles patifes me enganaram…

Nenhum dos dois lados do conflito tinha, naquele momento, o Condensador Dourado.

 

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Monday, February 6, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 38º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 18:00 da tarde na Terra.

Os Nove acabavam de tomar a decisão. O Litlle Life era o escolhido para transportar o Condensador Dourado até à máquina e proceder à sua destruição. Tinha que entrar num edifício bem guardado sem ser detectado, colocar o Condensador Dourado na máquina e iniciar o processo de destruição. Demoraria poucos minutos na tarefa. Entrou no edifício, foi seguindo o seu caminho, escondendo-se sempre nos lugares mais convenientes. Mas estranhava o facto de não encontrar ninguém no edifício. Continuou e procurou a sala onde estava a máquina. Não encontrava sinais de actividade dentro do edifício. “Isto começa a ser estranho demais. Foi-me dito que isto estava cheio de guardas. Mas não encontro nada.” Prosseguiu a busca. Até que, de repente, ao entrar numa das salas, reparou num soldado deitado no chão, inconsciente. “Muito mau sinal…”, pensou. Sabia que estava no caminho certo. Continuou a percorrer corredores. Parou numa sala alguns minutos e saiu de seguida. Continuou até que foi de súbito interrompido. Surgiu o Senhor do Bigode, que o atacou com um soco que o projectou pelo corredor fora. A caixa do Condensador Dourado saltou, e o Senhor do Bigode apanhou-a. Abriu-a e encontrou o Condensador Dourado lá dentro. Sorriu ironicamente.

- Pensavam que eu tinha desistido? Sois um pouco inocentes. Agora tenho o que quero. E não mais me irão atrapalhar…

- Dá cá isso!!! Não podes ficar com isso, senão vais ter sérios problemas… - disse o Little Life.

- Não digas asneiras. Vou mas é embora daqui.

Neste momento, o Little Life accionou um dispositivo, como que a dar alarme para o exterior. Os seus camaradas perceberam o que se passava e era altura de o Nuno e o Alexandre entrarem em acção. Havia muitos anos que eram capazes de usar uma técnica de combate, que consistia na passagem para um dimensão diferente, que lhes permitia darem lugar a um guerreiro muito mais forte que qualquer ser humano. Era altura de o fazer, pois o Senhor do Bigode inspirava cuidados. Fizeram todos os passos da técnica e deram lugar ao Átila, o guerreiro mais forte que poderia enfrentar o Senhor do Bigode.

- Espero que resolvas o problema. - disse o Covas.

- Não me demoro. - disse o Átila.

Entrou no edifício. O confronto não demorou muito a começar. Encontraram-se num corredor. O combate começou de imediato. O Átila ganhou logo vantagem, e começou a deixar o Senhor do Bigode mais fraco. O Átila não dava hipóteses de resistência. A luta não iria demorar muito mais tempo. A vitória estava quase consumada. Mas o Senhor do Bigode era muito inteligente. Provocou uma pequena explosão com um soco numa máquina, e iniciou um incêndio. Rapidamente o incêndio deflagrou, e o fogo atrapalhou o Átila. O Senhor do Bigode aproveitou a surpresa causada e fugiu. Saiu pelas traseiras e entrou na nave que tinha deixado logo à saída. Levantou voo e fugiu. Não mais poderia ser apanhado. O Átila abandonou o edifício segundos antes de este explodir. Assim que se deu a explosão, todos pensaram no mesmo: o Little Life ainda estava lá dentro. Tentaram procurar, para saber se ele tinha saído por alguma janela, mas não havia sinais dele. Todos estavam preocupados.

- Não aparece. Temo o pior. - disse o Daves.

- Provavelmente foi apanhado de surpresa pela explosão. - disse o Covas.

Longe dali, o Senhor do Bigode sorria. Tinha conseguido o seu grande objectivo. Era só preparar o Condensador Dourado com um circuito especial e em breve teria todo o seu poder. Sorria, com a sensação de triunfo. Nada mais estaria entre si e o Condensador Dourado. Era o início do seu Império. Estava atingido o seu grande objectivo.  

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Sunday, February 5, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 37º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 16:00 da tarde na Terra.

Os Nove caminhavam agora em direcção à máquina onde iriam destruir o Condensador Dourado. A batalha estava ganha, só restava descobrir onde estava o Senhor do Bigode. Ele fugira da batalha, quando se apercebeu que estava derrotado, mas não era homem de desistir. Estaria em algum lugar, a preparar alguma. Mas o mais importante para os Nove era atingir o seu objectivo final. E isso estava próximo. O caminho era agora feito com tranquilidade, pois todos sabiam que a vitória era inequívoca, que não iriam surgir mais percalçoes, e que em pouco tempo a paz iria voltar a reinar, já sem o Condensador Dourado a despertar a cobiça e a ambição de poder de ninguém.

- Foi uma batalha difícil, mas conseguimos. Nunca duvidei das nossas capacidades. - disse Jonny Bitu.

- O Senhor do Bigode está algures por aí, e isso não nos pode deixar descansar. Ele não vai desistir assim. Fugiu com medo, mas deve ter algum plano. - disse o Covas.

- Nesta altura ele pode muito pouco contra nós. Já não tem com ele um exército. - disse o Little Life.

- Mas ele sozinho ainda inspira cuidados. Não se esquçam que ele é muito poderoso, e enfrentá-lo não é tarefa fácil para ninguém.  - disse o Covas.

- O mais importante agora é chegar junta da máquina. E lá o objectivo será atingido. - disse a Cátia.

- Liderei a 22 kOhm durante muitos anos e nunca pensei ser necessário recorrer à destruição do Condensador Dourado. Mas o Senhor do Bigode obrigou-nos a tomar esta decisão. Depois de destruir o Condensador Dourado a 22 kOhm perde a razão da sua existência e, enfim, terei umas férias. A tarefa de liderar um sociedade secreta deste nível obriga-nos a estar sempre preparado para o inesperado, para ter que combater pelo Condensador Dourado. Mas a minha missão está prestes a terminar. - disse o Jonny Bitu.

Os Nove continuaram a caminhar, e estavam agora a poucos minutos de chegar ao edifício que continha a máquina. Assim que chegassem, seria decidido quem entraria com o Condensador Dourado e procederia à sua destruição. Não faltariam voluntários no meuio de gente tão nobre, mas o escolhido teria que reunir alguns requisitos. Teria que saber entrar num edifício sem ser detectado e teria que ser rápido e eficaz. Mais uma vez o Little Life surgia como favorito a ser escolhido para essa missão. E não teria problemas em aceitá-la de imediato.

Minutos mais tarde, os Nove chegavam ao destino. Um sentimento de emoção apoderava-se de todos. Sabiam que a sua missão como grupo forte e unido terminava ali, que não mais teriam que combinar forças para lutar por um objectivo tão nobre. Sabiam que deixariam de ter uma missão a sério depois de ali estar.

- Quero, antes de mais, dizer-vos que foi para mim uma enorme honra combater com guerreiros tão nobres. Desde as legiões romanas, os exércitos de D. Afonso Henriques, os Cruzados, os Aliados na Segunda Guerra Mundial ou as forças da NATO na Bósnia-Herzgovina nunca encontrei passoas como vocês. O que mais realiza um soldado, para além de ganhar, é saber que se tornou uma pessoa melhor ao combater ao lado de pessoas tão honradas. Obrigado por tudo o que me ensinaram. Obrigado por teream aceite esta missão. Hoje sou um homem melhor, um homem mais convicto das suas ideias e sinto que vale mesmo a pena lutar pela honra e pela nobreza de sentimentos. - disse o Jonny Bitu.

- Foi um orgulho combater ao teu lado. - disse o Little Life.

- Está na hora de cumprir a missão. Quem vai entrar e destruir o Condensador Dourado? - perguntou a Cátia.

- O Little Life é quem melhor se adequa à missão. Ele consegue entrar, realizar a missão e sair do edifício sem ninguém o detectar. - disse o Daves.

Assim foi decidido. Mas não seria assim tão fácil… 

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Saturday, February 4, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 36º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 12:00 na Terra.

Os reforços do Imperador acabavam de chegar. Reunia-se agora um numeroso exército, e tudo se preparava para a mais importante batalha da história de Zork. De um lado, os Nove e os seus amigos, com o objectivo de chegar junto da máquina que lhes permitirá destruir o Condensador Dourado. Do outro, o exército do Senhor do Bigode aliado aos Sung-Noc-Pwen, com o objectivo de chegar à posse do precioso objecto. Seria uma batalha decisiva, cujo vencedor teria toda a possibilidade de decidir qual o destino do Condensador Dourado. Os reforços do Imperador Donken eram numerosos e estavam equipados com o melhor que possuíam a nível de armamento.

Do outro lado estava uma força muito bem preparada, com o Senhor do Bigode na liderança. O objectivo era vencer os Nove para que o Condensador Dourado passasse a ser pertença do Senhor do Bigode e da sua sociedade secreta, o grupo Farad. O seu exército aproximava-se dos Nove. A batalha iria começar dentro de muito pouco tempo.

Sem que os Nove estivessem à espera, um último reforço chegava agora para os ajudar. O próprio Imperador, com a sua guarda pessoal e o seu grupo de intervenção especial vinham para combater ao lado dos Nove.

- Não sou daqueles que se refugiam num palácio. Venho para vois ajudar, porque na história deste planeta nunca houve uma batalha tão importante. Se o Senhor do Bigode conseguir ficar com o Condensador Dourado, não restará planeta para ninguém. Contem comigo. - disse o Imperador Donken.

- É uma honra, não só para mim como também para os meus colegas. Combater ao lado do Imperador é algo que nem todos têm a honra de poder contar um dia. Venceremos este inimigo. A paz voltará a reinar entre os nossos povos. - disse o Covas.  

Em poucos minutos os Nove e o Senhor do Bigode estavam frente a frente. Nada se iria interpôr entre eles. A batalha seria decisiva. Os disparos começaram logo que a proximidade o permitiu, e logo começaram a cair soldados de um lado e do outro. As movimentações de uns e de outros logo fizeram com que o campo de batalha ficasse estrategicamente ocupado, com as posições mais importantes a serem de pronto asseguradas. Os soldados do Imperador Donken estavam melhor preparados, mas os Sung-Noc-Pwen conheciam melhor o terreno. Os minutos que se seguiram foram de confrontos constantes, e as baixas aumentavam a cada segundo. Mas os soldados do Senhor do Bigode possuíam muita tecnologia, que lhes permitiu conseguir alguma vantagem. Essa vantagem foi aumentando com o passar do tempo. Veículos chegavam do lado do Senhor do Bigode. Ele sabia que estava a ganhar e não poderia abrandar. Os ataques multiplicaram-se, e os Nove começavam a perder terreno para o adversário. Estavam a ficar com menos unidades, até que o Men Donce teve uma ideia. O exército inimigo tinha uma veículo que servia para transportar o combustível que os restantes carros da artilharia utilizavam. Se o Bale conseguisse levantar a barreira que o protegia, ele poderia fazê-lo explodir com um tiro certeiro. Ele estava muito bem treinado e não iria falhar. Nunca falhava um tiro. Não iria ser desta vez.

- Oh Bale, achas que consegues levantar aquela barreira enorme que está à frente do camião do combustível? - perguntou o Men Donce.

- Posso tentar. - respondeu o Bale, ainda na dúvida.

O Bale concentrou-se e começou a levantar a barreira. Foi um movimento muito lento, pois a barreira pesava algumas toneladas, tão lento que ninguém se apercebeu. Conitnuou, lentamente, mas o esforço estava a ser enorme. Bale sabia que se demorasse muito naquela tarefa poderia comprometer o objectivo. Continuou, um pouco de cada vez, e lá foi levantando. Enquanto isso, o Senhor do Bigode ganhava cada vez mais avanço. Tinham que ser rápidos, ou iriam perder a batalha. O Men Donce concentrou-se e preparou-se para disparar. Se acertasse na tampa do contentor, conseguiria fazê-lo explodir. Bale levantava cada vez mais, até a tampa estar ao alcance do Men Donce. O Men Donce estava mais nervoso que em todos os outros disparos que teve que fazer ao longo da sua carreira. Mas, mesmo assim, estava confiante. Disparou, mas falhou o alvo. Ficou enervado com o facto de ter falhado, quando ele era um exímio atirador.

- Rápido, não vou aguentar muito mais tempo. - disse o Bale.

Men Donce concentrou-se de novo. Disparou, mas falhou. Bale estava quase a ceder. Nunca na vida tinha feito tamanho esforço. Estava a sentir as pernas a ceder, estava com os músculos no limiar da dor.

- Rápido, não consigo muito mais tempo!!! - disse Bale.

Men Donce concentrou-se de novo. Disparou. Acertou. Uma enorme explosão levantou um enorme número de soldados inimigos e de veículos. O chão tremeu como se tudo fosse cair. Men Donce sorriu, enquanto disfrutava do seu sucesso. Mas logo ficou preocupado de novo. O Bale caía no chão, inanimado. Jonny Bitu correu para junto dele. Carregou-o até longe dali. Bale não dava sinais. Estava desmaiado. O esforço fora, insuportável. Assim que começou a recuperar a consciência, mostrou de que fibra era feito.

- Já ganhámos? - perguntou.

- Não, mas estamos quase. - respondeu Jonny Bitu.

Men Donce chegava agora.

- Bale, conseguimos. Decidimos isto a nosso favor. Desculpa ter falhado dois tiros. - disse.

- Não te preocupes. Eu fico bem. Ainda era capaz de levantar o Má-Té-Ús do chão.

Todos sorriram. O Bale estava a recuperar. Ele fez um esforço enorme, que foi decisivo. Ele e Men Donce tinham ganho a batalha. Os poucos soldados inimigos que restaram renderam-se de imediato. O Senhor do Bigode havia fugido. Mas a vitória estava garantida.

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Sunday, January 1, 2006

A Saga Do Condensador Dourado - 35º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 11:00 da manhã na Terra.

O caminho dos Nove continuou sem percalços. Nada os atrapalhou, mas o destino deles estava guardado para perto do final da caminhada. Apenas a um kilómetro, os soldados do Senhor do Bigode avançaram a toda a velocidade.

- Eles estão a toda a velocidade na nossa direcção. Vão tentar um conflito. - avisou o Bale.

- Não podemos enfrentá-los. Só resta a hipótese de nos escondermos. - disse o Covas.

- O problema é que a movimentação deles dá toda a ideia de que eles conseguem saber exactamente onde nós estamos… - disse o Bale.

- Então não nos conseguiremos esconder. O melhor é voltar para trás. - disse o Covas.

- Assim seja. Não há mais nenhum solução razoável… - disse a Cátia.

- Os Sung-Noc-Pwen aliaram-se ao Senhor do Bigode. A nossa única solução é pedir ajuda ao Imperador. - disse o Covas.

Nessa altura, enquanto todos recuavam até ao túnel, o Covas pediu ajuda ao Imperador Donken. A resposta foi clara.

- Se eles apenas defendessem o seu território, numa posição neutra, eu não faria nada. Mas eles aliaram-se ao Senhor do Bigode. Esse motivo é mais do que suficiente para que eu desrespeite o acordo com eles. Vou avançar com o meu exército. Vamos ter guerra total!!!

A ajuda iria chegar em breve. Tudo o que importava agora era encontrar um local seguro. E o túnel de acesso seria, sem dúvida, o local mais seguro de todos. O que estava em marcha era um enorme corrida, que durou largos minutos. Os reforços enviados pelo Imperador Donken estariam próximos. Era tudo o que eles precisavam. A corrida continuou, e o túnel estava cada vez mais próximo. Não pararam nem um segundo.

Instantes mais tarde, os Nove e os seus amigos chegaram ao túnel. Entraram e aguardaram por reforços. Pouco depois, começaram a ouvir as hélices dos helicópteros. O Comandante Swenslinn trazia soldados do seu exército mais alguns soldados das cidades dos Nove. A batalha final aproximava-se. Tudo se iria decidir naquele confronto. Em poucos minutos, uma enorme quantidade de soldados havia desembarcado em frente ao túnel. Juntaram-se aos Nove e esperaram. Uma força dirigia-se na direcção deles. Esperariam, pois em poucos minutos, a batalha iria iniciar-se. A hora da decisão aproximava-se. Mas um último reforço estava para chegar…

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Friday, December 30, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 34º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 10:00 da manhã na Terra.

Os Nove, como já havia sido decidido, avançavam agora na direcção do Condensador Dourado. O mais importante era não atrair a atenção dos inimigos, que se encontravam acampados e prontos a atacar a qualquer momento. Estavam atentos a todos os movimentos que os Nove e os seus amigos pudessem fazer.

- Mestre, eles estão neste momento a caminhar!!! Detecto movimento!!! - disse um dos soldados.

- Esperemos mais um pouco. Não há pressas. Vamos avançando no sentido deles. Mas sem ataques. Repito, sem ataques.  Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - disse o Senhor do Bigode.

A caminhada dos Nove e dos seus amigos foi controlada de longe. E assim foi, até os Nove chegarem a meio do caminho. Aí, o Senhor do Bigode começou a perceber o que é que eles tencionavam fazer. Falou então com Riarnyn, o líder dos Sung-Noc-Pwen.

- Eles vão na direcção de um grande edifício que encontro aqui no radar. O que é que pode ter lá? - perguntou o Senhor do Bigode.

- Temos lá uma máquina muito poderosa. Foi feita para destruir todo o tipo de engenhos de grande potência. Há algo poderoso que eles transportem? - perguntou Riarnyn.

- Não creio…

Obviamente, o Senhor do Bigode acabava de perceber que os Nove iriam tentar destruir o Condensador Dourado. Mas preferia não revelá-lo ao líder dos seus aliados. Não queria despertar a sua cobiça. Assim que tivesse o Condensador Dourado nas mãos, não teria que se preocupar com nada.

Enquanto isso, os Nove continuavam.

- Estamos a meio do caminho. Quatro quilómetros é tudo o que falta. Lá podemos atingir o nosso objectivo. - disse o Covas.

- Mas acho estranho não termos tido oposição até aqui… - disse o Little Life.

- Se calhar eles estão ocupados com outra coisa qualquer, longe daqui. - disse o Daves.

Nese momento, o Bale parou. Estava com um ar de preocupação que assustou os seus amigos.

- O que foi Bale? - perguntou El Xabes.

- Há uma enorme concentração de pessoas aqui perto. - disse o Bale.

- E serão inimigos? - perguntou a Cátia.

- Aqui, todos serão nossos inimigos… Estão no nosso caminho? - perguntou o Covas.

- Não. Mas aproximam-se. Pressinto que vão tentar interceptar-nos. - disse o Bale.

- Então o melhor é avançarmos com muito cuidado… - avisou a Cátia.

Assim fizeram. Avançaram com muito cuidado, sempre com atenção a movimentos inimigos. Surpresas os esperavam. A três quilómetros, a calma aparente seria interrompida. Apenas a três quilómetros.
 

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Thursday, December 29, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 33º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 8:00 da manhã na Terra.

Após alguma espera, os amigos dos Nove estavam agora a chegar junto da porta de saída do túnel. Os Nove aperceberam-se, e Má-Té-Ús abriu a porta. Após algum tempo, todos voltavam a estar juntos, o grupo acabava de se reunir. Não podia ser mais oportuno o reencontro. A batalha final aproximava-se.

- É bom encontrar-vos de novo! - exclamou o Jonny Bitu.

- Temos muito que andar, pelo que sei… - disse o Men Donce.

- O melhor é eu ir indo… Não posso ser encontrado aí, senão vão considerar que o Imperador Donken não está a cumprir o acordo… Esperarei que os inimigos se afastem da Torre, e regressarei ao Palácio. Se ainda lá estiverem, chamo reforços e parto aquilo tudo… Foi uma honra lutar ao vosso lado. Boa sorte! - disse o Comandante Swenslinn.

- Obrigado por tudo! - disse o Bale.

Os Nove e os seus amigos reuniram-se agora para definir um plano. Ainda antes do reencontro, o Imperador havia ligado ao Covas. A localização da máquina era agora do conhecimento de todos. Oito quilómetros. Nem mais, nem menos, separavam o Condensador Dourado da máquina que o iria destruir.

- Iremos avançar na direcção da máquina. Iremos ser discretos ao máximo. Nada de chamar a atenção. Quanto menos conflitos, melhor. - disse a Cátia.

Longe dali, um soldado corria na direcção do Senhor do Bigode.

- Mestre!!! Mestre!!! Já sei!!! Já sei!!! Acabei de detectar actividade perto daqui, a cerca de dois quilómetros. Pelo número de pessoas que contamos ter pela frente, deverão ser eles. Aliás, é o único local desta área onde estão pessoas. Todas as outras estão…

- Já percebi… Todos os membros da tribo Sung-Noc-Pwen vão estar ao nosso lado. Somos, ao todo, cerca de quatro mil homens. E eles?

- São… vinte e dois…

As risadas tomaram conta de alguns sodados que se encontravam ali por perto. Era, de facto, uma disparidade enorme entre uns e outros.

- Não quero que pensem que já ganhámos. Eles são poucos mas já provaram que são muito diferentes dos soldados comuns. Têm poderes. E por isso temos que dar tudo o que temos. Mas não é só. Devem fazer uma ponderação prévia, acompanhada de uma esquematização escrita no vosso caderno, fazendo os cálculos necessários e também uma previsão dos resultados esperados nessa tarefa. - disse o Senhor do Bigode.

- Devemos então avançar sobre eles? - perguntou um dos generais.

- Vamos acompanhá-los na sua caminhada. Atacaremos quando achar melhor. Quero saber aonde é que eles querem ir…

 

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A Saga Do Condensador Dourado - 32º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 04:00 da manhã na Terra.

Os Nove caminhavam havia já duas horas e, até ao momento, nada de especial se tinha passado. Era estranho que num local tão atribulado, nada ainda se lhes tivesse deparado. Estavam apreensivos, mas não tinham medo. Tinham Má-Té-Ús e Zeca com eles, e isso dava segurança a qualquer um.

- Será que niguém vai aparecer para chatear um pouco? - perguntou o Covas.

- Não é normal estar tudo tão calmo em Sung-Noc-Pwen. - afirmou o Zeca.

- Esperemos que continue assim… - disse o Daves.

- Pressinto algo… Não pode estar tudo tão calmo por aqui. Bons ventos não se encaminham… - sugeriu o Zeca.

Os Nove caminhavam em direcção ao local onde a máquina que procuravam se localizava. A questão era saber o que os iria impedir de lá chegar. Era de esperar que o Senhor do Bigode estivesse já em Sung-Noc-Pwen, pois alguém como ele não cumpre protocolos, não bate à porta antes de entrar. Já lá deveria estar instalado, e já deveria ter reunido forças. Os Nove poderiam contar com uma batalha nos tempos próximos, e importante seria que os seus amigos lá estivessem. Seriam vinte e um, mais alguns reforços que o Imperador Donken tratou de lhes trazer da Terra. Jonny Bitu, Little Life, Daves, Pedro, Cátia, Delfim, Alexandre, Nuno, Covas, Má-Té-Ús, Zeca, Bale, Men Donce, El Xabes, Sapo Cocas, Jan Koller, Zéon, Néon, Hugo, Reffboy e Vanya Sofiasz. Apesar de estarem em minoria em relação ao número de soldados que acompanhariam o Senhor do Bigode, os Nove e os seus amigos tinham extraordinárias capacidades, que lhes poderiam trazer enormes vantagens.

A caminhada continuou, até que o Covas detectou actividade.

- Tenho algo aqui no radar. Há alguém aqui por perto. Isto é definitivamente um acampamento. Está a dois quilómetros daqui. Não podemos atrair a atenção deles. - avisou o Covas.

- Vamo manter-nos a controlar, mas de longe. Qualquer encontro com algum inimigo pode ser muito complicado, numa altura em que ainda não chegou o nosso apoio. - avisou o Little Life.

Os Nove mantiveram-se atentos. Avançaram até ao local. Depararam-se com um acampamento, com cerca de cem soldados. Não havia dúvidas que a batalha que tinham travado contra o Senhor do Bigode tinha provocado no seu exército muitas baixas. Enfrentar guerreiros como os Nove e os seus amigos não era trefa fácil, e o Senhor do Bigode sabia disso.

A dada altura, o telefone do Covas tocou.

- Sim?

- Covas, daqui é o Comandante Swenslinn. Estou a caminho, através do túnel. Eu tenho a chave, não terei problemas. Fomos encurralados na Torre, tivemos que entrar num tiroteio, mas ninguém se feriu. Eu vou levá-los até vocês. Não poderei aí ficar. Ficarei escondido depois, no túnel, a não ser que os soldados que atacaram a Torre não saiam de lá.

- Esperamos por vocês. O melhor é irmos de novo até à entrada. Depois iremos planear tudo. Estou à espera de receber informações de Imperador Donken. Ele moveu esforços no sentido de colocar espiões a trabalhar para nós, com o intuito de descobrir onde está a máquina onde o Condensador Dourado pode ser destruido.

Os Nove recuaram, agora sabendo onde estavam os soldados inimigos. Esperariam pelos amigos na saída do túnel. E depois, assim que recebessem informações importantes do Imperador Donken, iriam sem demoras tentar destruir de vez o Condensador Dourado.  

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Monday, December 26, 2005

A Saga Do Condensador Dourado - 31º Episódio

Dia 24 de Janeiro de 2300, 2:00 da manhã na Terra.

As viaturas que se aproximavam eram do exército inimigo. A segurança dos amigos dos Nove estava posta em causa.

- Temos que entrar!!! - afirmou o Comandante.

- Mas há dezasseis homens prontos a disparar dentro daquela sala… - disse o Bale.

- Então é pra lá que devemos ir… - respondeu El Xabes.

- Não pode ser… - disse o Sapo Cocas.

- A ideia do El Xabes é a melhor. Se não resolvermos já o problema de termos dezasseis homens prontos a intervir, as viaturas vão apanhar-nos… Vou lançar esta granada, o ataque sobre eles tem que ser rápido… - afirmou o Comandante.

Assim que a granada explodiu, o ataque dos amigos foi rápido e eficaz. Sete dos dezasseis foram logo abatidos. Os restantes tentaram fugir para o túnel, mas mais três foram neutralizados. Os que estavam já no túnel não tiveram hipótese perante mais uma granada… A sala estava agora tomada. Era necessário avisar os restantes soldados da presença do inimigo nas redondezas. Assim que as comunicações foram feitas, todos avançaram e em poucos instantes neutralizaram também os oito homens que tinham fugido para o terceiro andar. Era altura de entrar no túnel que iria levá-los aos Nove. Não havia tempo a perder.

Esta intervenção recordou ao Bale as memórias das Terras Altas da Escócia. A 4 de Maio de 2278, o Bale fez a sua primeira intervenção deste género. Foi em Linlithgow Palace, aquando da sua tomada pelas forças revolucionárias de West Lothian, que queriam o regresso da Escócia à alçada do corôa inglesa. Uma força de intervenção, da qual Bale fazia parte, foi chamada ao local. Durante a intervenção, ele foi alvejado na perna esquerda. Mas mesmo em mau estado, transportou um dos seus camaradas até à zona de evacuação. Recebeu a mais alta condecoração do Governo Escocês: a medalha William Wallace. Foi o primeiro estrangeiro a recebê-la. E único. Se alguém se tivesse ferido na batalha na Torre Noctigus, Bale teria sem dúvida transportado esse ferido até ao topo da Torre.

 

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